
Imagem da Net
A separação é sempre dolorosa e conflitante. Vivi a angústia desse momento. Senti meus sonhos destroçados, pisoteados, jogados no lixo. Todas as palavras de amor, ditas, passaram a não significar mais nada. A sensação de perda, de rejeição, de abandono, foi terrível. Era uma dor que não dava trégua ... dormia e acordava com ela. Culpava-me pelo que acontecera, achando que poderia ter sido melhor, e ao mesmo tempo, era acometida de uma raiva intensa, e culpava o outro de ter sido responsável por tudo, de não ter valorizado o nosso amor. O processo de recuperação é lento, leva-se um tempo. É preciso despejar essa dor, confiar em Deus, compartilhar com alguém, aceitar os fatos, tocar a vida pra frente... O tempo cura tudo, e um belo dia, me descobri livre daquela dor, não doía mais, não incomodava mais, e ri de tudo que passou, e me senti leve e solta, feliz pela superação, por mais uma batalha vencida, e pela certeza de que o passado ficara no passado. Aprendi muitas lições com este momento: a de me dar o devido valor e de valorizar o outro, a de não subestimar, e acima de tudo perdoar . E com o tempo, uma nova lição, a abertura para um recomeço, uma reconciliação.
Soneto de Separação
De repente do riso fêz-se o pranto
silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fêz-se espuma
E das mãos espalmadas fêz-se o espanto.
De repente da calma fêz-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fêz-se o pressentimento
E do momento imóvel fêz-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fêz-se de triste o que se fêz amante
E de sozinho o que se fêz contente.
Fêz-se do amigo próximo o distante
Fêz-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes, in 'O Operário em Construção'

O Artista






A Oficina Brennand surge em 1971 nas ruínas de uma olaria do início do século XX, como materialização de um projeto obstinado e sem trégua do artista Francisco Brennand. Antiga fábrica de tijolos e telhas herdada de seu pai, instalada nas terras do Engenho Santos Cosme e Damião, no bairro histórico da Várzea, e cercada por remanescentes da Mata Atlântica e pelas águas do Rio Capibaribe, a Cerâmica São João tornou-se fonte inspiradora e depositária da história do artista pernambucano.
Lugar único no mundo, a Oficina Brennand constitui-se num conjunto arquitetônico monumental de grande originalidade, em constante processo de mutação, onde a obra se associa à arquitetura para dar forma a um universo abissal, dionisíaco, subterrâneo, obscuro, sexual e religioso.
A presença do artista num trabalho contínuo de criação confere à Oficina um caráter inusitado, identificando-a como uma instituição intrinsecamente viva e com uma dinâmica que torna imprevisíveis os rumos da arquitetura e da obra.
Horários de visitação:
·Segunda-Feira à Quinta-feira: 08h00 às 17h00.
·Sexta-feira : 08:00 às 16:00.
·Sábado, Domingo e Feriado: fechado.
Várzea - Recife/PE.
Fonte: Net



A Feira de Caruaru
Composição: Onildo Almeida
A Feira de Caruaru,
Faz gosto a gente vê.
De tudo que há no mundo,
Nela tem pra vendê,
Na feira de Caruaru.
Tem massa de mandioca,
Batata assada, tem ovo cru,
Banana, laranja, manga,
Batata, doce, queijo e caju,
Cenoura, jabuticaba,
Guiné, galinha, pato e peru,
Tem bode, carneiro, porco,
Se duvidá... inté cururu.
Tem cesto, balaio, corda,
Tamanco, gréia, tem cuêi-tatu,
Tem fumo, tem tabaqueiro,
Feito de chifre de boi zebu,
Caneco acuvitêro,
Penêra boa e mé de uruçú,
Tem carça de arvorada,
Que é pra matuto não andá nú.
Tem rêde, tem balieira,
Mode minino caçá nambu,
Maxixe, cebola verde,
Tomate, cuento, couve e chuchu,
Armoço feito nas cordas,
Pirão mixido que nem angu,
Mubia de tamburête,
Feita do tronco do mulungú.
Tem louiça, tem ferro véio,
Sorvete de raspa que faz jaú,
Gelada, cardo de cana,
Fruta de paima e mandacaru.
Bunecos de Vitalino,
Que são cunhecidos inté no Sul,
De tudo que há no mundo,
Tem na Feira de Caruaru.
***
Grande poeta!

Imagem da Net
Desde que me entendo por gente que fui premiada com o título de chata (na família). Antes eu protestava, achava que era perseguição e me ofendia muito quando alguém lá em casa dizia a palavrinha mágica. Depois, com o passar do tempo, fui me conhecendo melhor e descobri que eu realmente sou uma tremenda chata, uma mala sem alça,KKK. Tenho e sempre tive algumas atitudes que me levaram ao pódio, como por exemplo: gosto de manter as coisas em seus devidos lugares, bem arrumadas, alinhadas, e quando alguém troca de lugar qualquer coisa ou desarruma, já viu, né? Tenho mania de limpeza, e mesmo não gostando de serviços domésticos, procuro manter tudo limpo, e ai de quem sujar. Cumpro meus compromissos rigorosamente nas datas e horários acordados, mas, sempre espero reciprocidade. Sou pontual, e me agrada quando os outros também são. Respeito tremendamente o espaço dos outros, porém, exijo que respeitem o meu. Sigo algumas tradições e às vezes aconselho àqueles que não seguem. Sou disciplinada, me subordino sem qualquer problema a hierarquias, enfim, sou mesmo padrão. Não acho que nada disso me prejudicou na vida, muito pelo contrário, muitas vezes me renderam elogios, porém, a mania de querer que os outros (família) ajam da mesma forma que eu, me garantiram o título que ostento. Na verdade, quando pego no pé, como costumam dizer meus irmãos, minha maior intenção é orientá-los para que tenham melhores atitudes, sejam mais maduros, responsáveis e cordiais. Não posso dizer que sempre tive vitórias, mas, deixei meu pensamento, e alguns me seguiram o exemplo, outros, porém, agiram a seu próprio modo, muitas vezes quebrando a cara, recomeçando, mas, aprendi que é preciso respeitar o livre arbítrio de cada um, pois, é uma das mais preciosas faculdades que Deus nos concede. E quanto a ser chata, até que gosto que pensem assim, pois, no fundo todos me têm um tremendo respeito. Chata sim, rabugenta não, rsrsrs.

Imagem da Net
É um nó dado por São Pedro
E arrochado por São Cosme e Damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão
Quer ver o bom, é o aguado quando leva açúcar
É ter a cuca açucarada num beijo roubado
É o pecado confessado com padre Sereno
Levar sereno num terreiro bem enluarado
É o pinicado do chuvisco no chão pinicando
Ficar bestando c'um inverno bem arrelampado
É o recado da cabocla um beijo mandando
Tá namorando a cabocla do recado.
Quer ver desejo, é o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É o rodeado do peru peruando a perua
É a canarinha, é galeguinha cantando o canário
Zé do Rosário bolerando com Dona Isabel
Dona Isabel bolerando com Zé do Rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário
Quer ver cenário é o vermelho da auroridade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver nascer um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
E a pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
E a harmonia que o inverno fez nascer
Jessier Quirino

Imagem da Net
Jessier Quirino é paraibano de Campina Grande, arquiteto por profissão, poeta por vocação, vive atualmente em Itabaiana. É o autor dos livros "Paisagem de Interior", "A Miudinha", "O Chapéu Mau e O Lobinho Vermelho" "Agruras da Lata D'Água", "Prosa Morena - acompanha um CD com gravações de alguns poemas", "Política de Pé de Muro" e "A Folha de Boldo - Notícias de Cachaceiros", além de cordéis, causos, musicas e outros escritos. O crítico do Jornal do Commércio - Recife fez o seguinte comentário:
"A poesia matuta já é um estilo consagrado da literatura brasileira. Nomes como Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense e Zé da Luz são conhecidos em todo o país como os principais representantes do gênero. Um pouco menos famoso que os três, mas podendo ser considerado tão importante quanto, é Jessier Quirino, poeta paraibano que vem se destacando por seu estilo humorístico."
O poema acima consta do livro "Prosa Morena", Editora Bagaço - Recife, 2001.

Jessier Quirino

Imagem da Net
Via Láctea
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado.
Se não quiser chorar, não chore.
Se não conseguir chorar, não se preocupe.
Se tiver vontade de rir, ria.
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito,esqueça e acrescente sua versão.
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me.
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam.
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver.
E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase:
"Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!"
Aí, então derrame uma lágrima.
Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso no meu lugar.
E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu.
Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus.
Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele.
E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele.
Você acredita nessas coisas?
Então ore para que nós vivamos como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como quem soube viver direito.
Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.
Mas, se eu morrer antes de você, acho que não vou estranhar o céu...
Ser seu amigo... já é um pedaço dele.
Psicografia de Chico Xavier (Espírito Emmanuel)

Praia do Jacaré - João Pessoa/PB
A cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, nosso vizinho, é encantadora. É um daqueles lugares que você sempre quer voltar, agradável e acolhedor. As belezas naturais são fantásticas, e há muitos pontos turísticos a serem visitados. Ganhou o título de 2ª cidade mais verde do mundo, na ECO-92 (conferência da ONU), e é também conhecida como “Porta do Sol”, pois, em ponta de seixas, localiza-se o ponto mais oriental das Américas. Mas, destaco um dos pontos turísticos mais belos de João Pessoa, a praia do jacaré. Nessa praia, todos os dias, por volta das 17 horas, acontece um espetáculo mágico: o pôr do sol. Centenas de pessoas extasiam-se com o show de luzes e sombras, enquanto artistas da terra entoam o clássico O bolero, de Ravel, em seus saxofone e violino. É maravilhoso e emocionante ver o crepúsculo, o sol brilhante, com seus raios dourados, desaparecendo lentamente por entre as sombras da noite. É pura poesia! Para aqueles que desejarem conhecer o Nordeste, recomendo, não deixem de visitar João Pessoa, pois, é uma das nossas pérolas. Magnífico!







Maravilha!

Imagem da Net
No dia 29 de março estive em um Centro Médico para uma consulta de rotina. Cheguei por volta das 8 horas e 30 minutos, já que havia sido informada que o atendimento começaria a partir das 8 horas. Faziam três semanas, aproximadamente, que tinha agendado a consulta. Apesar do agendamento, por telefone, há vários dias, o atendimento obedeceria à ordem de chegada. Quando cheguei ao consultório já tinham 15pacientes aguardando. Nunca havia parado pra pensar porque se dá o nome de “pacientes” aos clientes dos médicos, mas, com as minhas idas e vindas aos consultórios, descobri que é a palavra mais apropriada para descrever essa clientela, pois, haja paciência! O médico chegou por volta de 9 horas e 30 minutos, e só chamou a primeira “paciente” às 10 horas e 30 minutos. Entre uma “paciente” e outra, as atendentes (recepcionistas) intercalaram algumas voltas e alguns vendedores (representantes de laboratórios). Eu acho o cúmulo da falta de respeito esse procedimento dos médicos de receberem vendedores no horário de consultas. Se otimizassem os procedimentos, poderiam agendar um horário, para que, no início ou no fim do expediente, os atendessem, sem que suas visitas causassem tanta indignação. Outra forma de botar ordem no caos, seria agendar as consultas por hora marcada, pois, as pessoas não perderiam tantas horas nos consultórios, deixando de realizar outras coisas importantes. Pois bem, passei 5 horas do meu precioso tempo, esperando, “impaciente”, pela minha vez de ser atendida. E como aproveitar essas horas preciosas, pois, por negligência, não levei um livro ou uma revista para me distrair? Pegar as revistas do consultório? Tentei, mas, a mais atualizada tinha quase dois anos. Então só nos restava, a mim e a todas as outras “impacientes”, andar de um lado pro outro nos corredores, beber água, conversar com a “impaciente” mais próxima, normalmente assuntos relacionados a doenças, e nos dirigirmos ao balcão de recepção a cada meia hora para monitorar nossa vez na lista. Que saco, viu? Ninguém merece! Pagamos planos de saúde, por sinal caríssimos, para termos um certo conforto quando precisarmos, mas, não vejo muita diferença do atendimento do setor público. Depois de passadas 5 horas, como disse, chegou a minha vez, e pasmem, passei exatamente dois minutos sendo atendida. Saí daquele consultório enfurecida, indignada, pois, acredito que esses profissionais poderiam ser mais organizados e respeitosos com seus clientes, afinal, em toda organização que se preze, o cliente é o principal elemento. Quem eles pensam que são? Médicos, claro, rsrsrs.
HUMOR
Psiquiatra ao paciente:- Costuma ouvir vozes sem saber quem está falando ou de onde vêm?
- Claro que sim.
- E quando isso acontece?
- Quando atendo o telefone!
(Revista Seleções)

Imagem da Net
Estudar foi mais um dos grandes desafios da minha vida. Família pobre, numerosa, cidade do interior, foram fatores que de certa forma influenciaram. Mas, descobri muito cedo a paixão pelos estudos, e me agarrei a todas as oportunidades com unhas e dentes. As escolas públicas, na minha época de primeiro e segundo graus, eram mais conceituadas, apesar dos parcos recursos. Não tínhamos, como hoje se tem, a distribuição gratuita de todo material escolar, uniformes e merenda escolar diversificada. Esporadicamente recebíamos alguns cadernos, grafites e borrachas, e era só isso. A merenda, consistia apenas de papa de aveia, de farinha de milho e uns bolinhos, de vez em quando. Hoje, a situação é bem mais confortável, apesar da precariedade da educação brasileira. Não é apenas a falta de recursos o fator mais grave para a má qualidade da educação que temos visto, pelo menos aqui na minha região. Não sou professora de fato, mas, o sou de direito, e vivo acompanhando a realidade das escolas. Sei que existe uma série de injustiças a serem resolvidas, mas, os alunos, aqueles que deveriam ser os principais interessados, na sua grande maioria não querem saber de nada, não têm objetivos, não valorizam os estudos, são preguiçosos e negligentes, digo isso com conhecimento de causa. Isso é muito triste e preocupante, pois, aluno de escola pública é sempre aluno pobre, e qual será o futuro deles se não abraçarem a única e verdadeira chance de se darem bem na vida? Os pais, infelizmente, também são responsáveis por esta lamentável situação, talvez por negligência, descaso, ou ignorância mesmo, pois, não imaginam o quanto estão contribuindo para a desigualdade e desestabilidade social. Quando estudei, meus pais sequer podiam comprar material escolar, mas, nem por isso pensaram em me tirar da escola, sacrifícios foram feitos, e muitos, porém, os objetivos foram alcançados, pois, cá estou contando a história. O legado que me deixaram foi apenas esse, pois, não havia mais nada a me deixar, e eu pergunto: poderiam ter me deixado coisa melhor? Não, com certeza, pois a formação, o conhecimento, é o maior legado que os pais podem deixar para os seus filhos. Fiz minha parte para recompensar o sacrifício dos meus pais, sendo responsável, comprometida e dedicada. Figurei entre os melhores alunos da minha escola, durante todo meu tempo de estudante, inclusive, do curso superior. O meu maior prazer era apresentar um boletim recheado de notas altas, e ficava feliz quando nas reuniões de pais e mestres, meus professores teciam bons comentários a meu respeito e minha mãe voltava feliz para casa, pois, ela nunca perdia uma reunião. Ela sempre foi minha principal incentivadora. E para nossa grande alegria, consegui concluir meus estudos com muita garra, e no dia da formatura, lá estava ela toda orgulhosa, e eu também, pois, nós duas sabíamos o quanto nos custara aquela façanha.
HUMOR
Certa noite aconteceu uma tremenda festa exclusiva, somente para asteriscos. Vírgulas, pontos, ponto e vírgulas, pontos de exclamação, ninguém mais podia entrar. Lá pelas tantas, no auge da festa, toca a campainha... Todos se perguntam: “Quem poderá ser? Todos os asteriscos estão aqui!” O anfitrião, intrigado, dirige-se à porta. Do lado de fora, um ponto aparece. O anfitrião olha para o ponto e diz: - A festa é exclusiva para asteriscos. Por favor, queira se retirar! O ponto, esperto, esclarece: - Mas, você não está me reconhecendo? Sou eu! É que passei gel nos cabelos...
(Revista Seleções).

Imagem da Net
Fiz um curso de culinária, quando tinha uns quinze anos. O curso foi formidável. Cada dia era uma lição diferente, e cada lição significava um prato ou uma iguaria qualquer. Durante um ano, por duas vezes na semana, aconteciam as aulas. Os ingredientes para o preparo das lições era dividido entre as alunas (só havia mulheres na turma), e trabalhávamos naqueles pratos, todas juntas, com a orientação da nossa instrutora (D. Carminha). As lições eram as mais variadas: eram carnes, massas, salgados, doces, tortas, bolos, sorvetes... (hummm! dá até água na boca de lembrar). Quando a lição do dia ficava pronta, e recebíamos as instruções de como fazer a arrumação daquele prato, chegava a melhor parte, a hora de degustar, saborear... dividia-se ali as porções, da nossa lição, entre todas , e se seguia uma agradável e bem divertida reunião. No fim do curso recebemos até certificados. Tenho o caderninho com todas as anotações, bem ilustrado, com as aulas que recebemos. Sabem o que aprendi com esse curso? Quais os meus dotes culinários? Qual a minha especialidade gastronômica? Nada. Nenhuma. A única iguaria que aprendi fazer na vida (com possibilidades de erro), é um mero cuscuz. Que vergonha! Kkkkkkkkk
Essas eu encaro, rsrsrsrs
Sorvete de Caju
Uma lata de leite condensado
Uma lata de suco de caju
Duas colheres de suco de limão
Modo de Fazer:
Bata todos os ingredientes no liquidificador, e leve ao congelador por três horas. Querendo, sirva com castanhas.
Farofa de Cenouras
Derreta duas colheres de manteiga em uma frigideira, junte duas colheres de farinha de mandioca (mexendo para não queimar). Retire do fogo, polvilhe com sal e junte a cenoura ralada crua e misture bem. Para variar, coloque ovos cozidos, sobra de carne assada, azeitonas e cheiro verde.