
Imagem do Google - Serra das Russas BR 232
É um prazer tê-los aqui. Sejam bem vindos! Aos novos seguidores desejo boa estada. Fiquem à vontade, a casa é de vocês.
Não tem me sobrado tempo para blogar como gosto, mas, sempre que é possível, cá estou. E aos poucos vou dando uma chegadinha nos Blogs amigos.
Querem viajar comigo? :o)
A VIAGEM
Uma manhã fria. Uma viagem de rotina. Uma sonolência quase incontrolável. Apoiei a cabeça no banco do carro, fechei os olhos, e me deixei embalar. Quando saímos da cidade, e adentramos a BR-232, fui envolvida por um sol brilhante que me aqueceu ternamente.
Abri os olhos e fiquei observando pela janela. A princípio sem interesse algum, mas depois, fui ficando fascinada pelo que via.
Estávamos numa subida, e pude ver lá em baixo um pequeno riacho, de águas plácidas e cristalinas. Havia sombras em grande parte do terreno, em contraste com a luz que se derramava do outro lado da BR.
Após uma curva surgiu uma fazenda onde apreciei a graciosa arquitetura antiga da casa e da capela que ficava ao lado. Ambas se posicionavam num lugar alto, em meio a uma linda relva verdejante, que servia de pastagem ao gado branco que se movia lentamente.
As árvores desfilavam ao meu redor. Eram tantas espécies diferentes, e cada uma mais exótica que a outra. Folhas em formatos belíssimos: alongadas, recortadas, arredondadas, minúsculas, e em tons diferenciados de verde, alguns mesclados. Grandes e pequenas, juntas, entrelaçadas, complementando-se num eterno abraço. E a luz do sol arrematando toda aquela beleza.
No km 63, me chamou a atenção um pé de mandacaru, planta típica do agreste e sertão, que se destacava das outras árvores, por suas características, e sua beleza rústica. Todavia, seus espinhos não impediram o abraço mais caloroso que eu via ali. Flores silvestres, pequenas e delicadas, em forma de ramagens, de rubra coloração, envolviam todo o pé de mandacaru, de cima a baixo, como um gigantesco colar. Fiquei fascinada. Quis fotografar, mas, não havia uma câmera.
Lá adiante, quando estávamos numa descida, olhei para cima e vi grandes rochedos, imponentes, majestosos, que asseguravam ainda mais a beleza daquele lugar.
Mas, foi no capinzal que a minha criança interior se revolveu. Era um espaço plano, a perder de vista. As hastes, em flor, tremulavam levemente, e de longe não havia quadro mais encantador. Que vontade de sair do carro e correr em meio ao capinzal, de pés descalços, e braços abertos, para abraçar o mundo, e deixar toda aquela beleza penetrar a minha alma.
Enfim, adentramos a selva de pedra.







