Pegadas de Jesus

Pegadas de Jesus

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

TEMPESTADE NUM COPO D' ÁGUA

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Olá, amigos e amigas!

Que alegria vê-los aqui!

Depois de uma semana intensa de trabalho, sem que me sobrasse sequer um tempinho pra vir aqui, e portanto sem que pudesse visitá-los também (são os ossos do ofício), eis-me de volta. E torço para que a próxima semana seja mais amena, e que possa estar mais livre, para interagir com todos. Obrigada pelo carinho e atenção de sempre.

E agora, trago-vos uma historinha baseada em fatos reais, vamos ler?

Conhecer a sogra é sempre uma grande expectativa. É como se estivéssemos adentrando um terreno delicado, um campo minado. Afinal, estamos dividindo com ela o amor de seu filho, e algumas, confundem dividir com subtrair. A ansiedade nos assalta, só de imaginar qual será a receptividade. E cada uma das partes, tanto a sogra quanto a nora, se sente constrangida, no momento da apresentação, cada uma procurando dar o melhor de si, tentando evitar gafes e micos, que poderiam comprometer seriamente a relação.
E foi assim, que Sara conheceu dona Elisa. Porém, entre elas houve certa empatia, e Sara até se sentiu à vontade para dormir lá, naquela primeira noite, por um justificável motivo.

À hora de se recolher, Sara pediu a dona Elisa um copo para colocar suas lentes de contato, tendo em vista a conservação e limpeza das mesmas. Dona Elisa indicou-lhe onde encontrar o copo, e disse-lhe para colocar em cima da geladeira, para evitar qualquer tipo de acidente com as mesmas.

Na manhã seguinte, quando dona Elisa já havia preparado o café, e iniciado umas tantas atividades domésticas, Sara se levantou. Procurou, de imediato, o copo onde havia deixado suas lentes, e não o encontrando, reportou-se a dona Elisa.

A sogra perguntou-lhe onde o havia deixado, ao que Sara respondeu: deixei-o bem aqui, ao lado do filtro, mas já procurei em todos os lugares possíveis, e não consigo encontrar. E dona Elisa, entre pasma e desesperada, colocou a mão na cabeça, sentou-se, e perguntou: ao lado do filtro? – É, respondeu Sara. – Pois então eu bebi, disse dona Elisa, com olhos arregalados. Levantei de madrugada para tomar água, e usei o copo que estava bem aí – apontando para o local em que a nora deixara o bendito copo com as lentes.

E ficaram se olhando por instantes que pareceram eternidade. Pasmas e mudas olhavam uma para a outra sem saber o que dizer. Dona Elisa desejou que o chão se abrisse e a engolisse naquela hora, e Sara desconcertada, apenas balbuciou a cifra que pagara pelas lentes, que acabara de comprar.

Sogra, é sempre uma caixinha de surpresas (ou de lentes), hein? kkkk

Bem, não sei ainda qual o desfecho dessa história, mas quando souber, prometo que lhes conto tudinho.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A BOCA DA NOITE


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A boca da noite me trouxe esperanças
E me pus a fitar as primeiras estrelas
A brisa suave acendeu-me as lembranças
E mesmo querendo não pude contê-las

Na pele senti um leve arrepio
Uma terna carícia do vento cortês
E nos lábios o gosto de um beijo macio
Que em poucos instantes também se desfez

Quem sabe se os raios do sol que se vão
Apressam teus passos ao encontro de mim
E que a boca da noite do meu coração

Dissipa a tristeza e a melancolia
E um amor que perdure por dias sem fim
Desponte na aurora de um novo dia!

Por Socorro Melo




quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BEM VINDAS, SHEYLA E RAQUEL SANTANA !

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Que maravilha! Temos carinhas novas por aqui. Sejam bem vindas, Sheyla do Blog D mulheres, e Raquel L Santana, do Belas Artes Médicas!  É um imenso prazer recebê-las neste humilde espaço. Sintam-se à vontade, a casa é de vocês. Será uma grande alegria interagir, trocar idéias, afinal, a proposta do Seguindo Minhas Pegadas é criar laços de amizade.

Um grande abraço.

Paz e Bem!

Socorro Melo

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

FRANCISCO DE ASSIS


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Tirei as sandálias, pus os pés no chão
Senti o pó da terra, e o vento a soprar
E mui reverente fixei o meu olhar
Naquele vasto campo... Na imensidão...

Vi o verde brilhante, e os dourados trigais
Os resquícios da densa e fria neblina
O sol reluzente, que aquece e ilumina
Os canteiros de flores e os olivais

Volvi a cabeça, e olhei pro passado
Por trás das muralhas, vi o que restou
De uma vida sublime que nos premiou
Com a paz e a humildade: que doce legado!

O pés sobre a terra, as vestes na mão
A certeza que a vida, é mais que a vaidade
A busca do eterno, da simplicidade...
Da chama que aquece o mais vil coração

E as passadas no vale, adentraram o caminho
Adornado pela mão, da gentil natureza
Que extasia a alma, de tanta beleza
E seguiram o traçado, pelo amor, com carinho

E por fim entendi a mensagem de luz
O exemplo de amor, de feliz doação
A grandeza, a virtude, do nobre coração
De um pobre de Assis, que amou a Jesus.

Socorro Melo







segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ANO NOVO - INÍCIO DE UM NOVO CICLO


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Puxei a cortina da janela, e a luz do sol invadiu o recinto do meu quarto. Abri-a, então, e senti no rosto a carícia do vento fresco, e vi um céu azul, e sem nuvens, pairando sobre o ano novo... Novo? Mas, que novo? O que mudou?
Se o calor do sol e sua luz continuam iguais, se o vento sopra como sempre fez, se os passarinhos fazem festa ao redor da minha casa cantando e sobrevoando como de costume, o que mudou?

Se as pessoas vão e vêem, de cá para lá, apressadas, estressadas, mal humoradas, o que mudou? As flores? Também não. Exalam o mesmo perfume, e enfeitam a vida, com toda ternura e beleza que sempre fizeram...

Se o brilho das estrelas, o esplendor da lua, o rio que corre para o mar, as ondas que se levantam, e que se quebram na areia... Se tudo é igual, se tudo continua seguindo a ordem natural, não aconteceu nada de extraordinário, o que de fato mudou, para servir de parâmetro para o ano que se inicia?

Parece que nada foi alterado. O cenário é o mesmo. O Universo dispõe seus elementos na mais perfeita ordem, e a vida continua...

E será que algo mudou com a chegada de 2012? É óbvio. A mudança de tempo é apenas um fechar e abrir de ciclos. A natureza age, como sempre agiu: esparge, brota, recolhe, espalha, seca, enche, renasce...

A transformação, a mudança propriamente dita, acontece no nosso ser, mediante a renovação das nossas esperanças. Nos retiramos em nós mesmos, nessa passagem, nesse findar e reiniciar, nessa dança dinâmica, nesse intervalo do tempo, para aspirar novos propósitos, para almejar novas realizações, para buscar caminhos diferenciados, para crescer, para melhorar, para ser feliz...

A vida é uma roda, que gira incessantemente. E nessas voltas, muito se perde, e muito se ganha. É preciso que acreditemos em nós mesmos, para que tiremos todo o proveito dessa coreografia da vida, sem que nos machuquemos e sem que machuquemos alguém.

A ordem, da vida, é que sigamos sem olhar para trás, sempre para frente, avante, buscando agregar novos valores, novos aprendizados. É imprescindível que estendamos as mãos, nessas viravoltas, e acolhamos àqueles que estão ao nosso lado, também lutando, para se firmarem no vai e vem da grande roda.

E é essa confiança renovada que faz a grande diferença, que se torna um marco em nossas vidas, e que divide o tempo em frações de segundos e de anos...

Se não sonharmos novos sonhos, se não nos abrirmos ao desconhecido, se não projetarmos ideais, se não almejarmos grandes coisas, a roda da vida trava para nós, e vamos morrendo aos poucos, sucumbindo em meio às trevas da depressão, que mina o ânimo e a alegria de viver, e tolhe nossa vontade e nosso querer.

Somos seres dotados de capacidades fenomenais: de liberdade, de inteligência, de vontade, e tudo podemos realizar, basta que tenhamos a coragem e a disposição de buscar nesse baú do tesouro, as ferramentas de que precisamos para empregar no nosso trabalho.

Vamos girar com a vida, e vamos pensá-la como uma enorme roda gigante, iluminada e colorida, onde em determinados instantes estaremos por baixo, sem uma visão do belo, sem a emoção de uma grande aventura, mas com a certeza de que logo subiremos, que chegaremos às alturas, e que lá desfrutaremos do que há de melhor, da mais prazerosa sensação, da visão mais privilegiada.

No entanto, é importante não perder o foco, e não esquecer que se trata de uma roda gigante, e que estaremos subindo e descendo sempre, e somando as nossas experiências com as dos companheiros que conosco viajam, que descem e sobem, e que certamente um dia, terminam suas corridas, deixando lugares vazios, nas cadeiras, que serão ocupadas por outros tantos, que dividirão conosco suas histórias. E assim, a roda gigante continua girando, independente dos términos e reinícios dos ciclos que demarcam a história da humanidade.

Feliz Ano Novo!

Paz e Bem!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!


Cedido pela minha amiga Liliane


Queridos amigos e amigas!

Desejo a todos um Feliz Natal! Que a divina misericórdia de Jesus os envolva, os cubra de bênçãos, e que muitas graças sejam derramadas sobre todos, extensivo a suas famílias, em todos os instantes da vida. Que vos dê coragem, paciência, e mais aumenteis a vossa fé, para que atravessem as adversidades que por ventura surgirem no caminho, com equilíbrio, e nobreza de espírito.

Façamos do nosso coração um novo presépio, e que o doce e terno Jesus, nos torne depositários de dons preciosos.

Sou mui grata por esta interação, ao longo de quase dois anos. Pelas palavras de carinho,  de fortaleza, e de incentivo que chegam por aqui, neste abençoado cantinho.

Comunico-lhes que a partir de agora, até dia dez de janeiro, estarei impossibilitada de visitar os amigos, e até de postar, pois, trabalho com atividade contábil, e estamos vivenciando os dias mais trabalhosos da atividade, tendo em vista o encerramento do exercício. Se der, virei por aqui, pelo menos para brindar com vocês, o novo ano. Farei o possível para visitá-los, pelo menos uma vez, neste mês. E deixo-vos esta linda oração:


Oração Por Meus Amigos
Padre Zezinho

Abençoa Senhor meus amigos
E minhas amigas e dá-lhes a paz
Aqueles a quem ajudei
Que eu ajude ainda mais
Aqueles a quem magoei
Que eu não magoe mais
Saibamos deixar um no outro
Uma saudade que faz bem
Abençoa Senhor meus amigos
E minhas amigas. Amém!
Luzes que brilham juntas
Velas que juntas queimam
No altar da esperança
Trilhos que juntos percorrem
Os mesmos dormentes
E vão terminar no mesmo lugar
Aves que vão em bando
Verso que segue verso
Nas rimas da vida
Barcos que singram os mares
Até separados, mas sabem o porto
Onde vão se encontrar
São assim os amigos que a vida me deu
Meus amigos e minhas amigas e eu!
Gente que sonha junto, gente que brinca e briga
E se zanga e perdoa
Um sentimento forte mais forte que a morte
Nos faz ser amigos no riso e na dor
Vidas que fluem juntas, rios que não confluem
Mas vão paralelos, aves que voam juntas
E sabem que um dia, por força da vida não
Mais se verão
Resta apenas o sonho
Que a gente viveu
Meus amigos e minhas amigas e eu!

Pe. Zezinho

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

DEVASTAÇÃO


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O vento gelado num dia cinzento carrega o clamor.

Na mata fechada, da serra cortante, se ouve o alarido...

E das árvores tombadas, em meio à clareira se ouve o gemido...

E o vento uivante e a mata ferida se prostram de dor.



As chamas ardentes, vermelhas e quentes, que lambem a floresta...

Machucam a terra, espalham fumaça... E queimam por dentro...

O solo tisnado, de cinza se pinta, num grande lamento.

E a vida nativa, faminta, queimada, agora é funesta...



O fumo e o lixo se entulham nas águas, que desolação!

E de tão poluídas se privam as fontes, da sua beleza...

Os rios sucumbem, e carregam nos leitos tamanha impureza...

Oh quanta imundície, que fato tão triste, a destruição!



São somente vítimas, desse descalabro, os seres humanos?

Ou são os agentes, que pela ganância, se tornam insanos?


Por Socorro Melo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

BONECA DE PANO


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As mãos calejadas da dócil Maria
Movia tesouras, retalhos deitavam
E a arte esperada tão bem se fazia
Ante os meus olhos que ansiavam
E do nada, aos poucos, o sonho surgia
Das mãos de Maria que ágeis moldavam

Retalhos de cores, poás e listrados...
Sinhaninhas e fitas, viés e botões...
Xadrezes, estampas e lindos rendados...
Colchetes, fivelas, bicos e galões...
Em potes ou cestos tão bem arranjados
Compunham a beleza das criações


E as mãos de Maria bonecas criavam
Morenas ou loiras, a lã decidia
De tiaras e laços os cabelos enfeitava
E de belos modelos também as vestia
E não só as meninas é que se encantavam
Mas também a terna e doce Maria


O mundo era o campo, lá onde morava
E se teve um amor, não sei, não dizia
Seu olhar sereno por vez denotava
Talvez solidão, ou melancolia...
E uma triste canção sempre cantava
Entre os suspiros de nostalgia

E imprimia por certo a sua tristeza
E seu medo contido, e por vezes insano
Nos traços riscados com tanta leveza
Nos detalhes precisos e quase humanos
Nos semblantes sisudos e de muita beleza
Das suas amadas bonecas de pano.


Por Socorro Melo

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O IRMÃO DE ASSIS



Nesse fim de semana próximo passado, acabei de ler "O Irmão de Assis", de Inácio Larrañaga. O livro conta a história de Francisco de Assis, de forma suave e poética, sem no entanto suprimir os momentos fortes de sua vida. O autor está de parabéns!

Francisco de Assis, modelo de simplicidade e humildade, tão humano quanto cada um de nós, sujeito a fraquezas e tentações, soube vencer a si mesmo, confiando na nunca desmentida Misericórdia de Deus.

O livro narra a sua história, baseando-se em fontes fidedignas, e retrata a verdadeira face de um homem, que soube despojar-se de toda riqueza, e todos os vícios, por amor ao Amor. É belíssimo. Emocionante.

Além de um grande ser humano, uma grande alma, Francisco foi também um grande poeta. Por isso tornou-se um ícone Universal.

Impressionei-me com vários trechos do livro, mas, o que abaixo transcrevo, me tocou fortemente, pela doçura e gentileza, com as quais ele define as mulheres. Francisco de Assis, um cavaleiro de Cristo, foi também um grande cavalheiro. Vejam:

“Oh! A mulher... É o mistério mais excelso da terra. Elas sentem o cheiro da morte, Irmão Leão. As mulheres nasceram para dar a vida e, onde ronda a morte, corporal ou espiritual, desde os tempos mais remotos, elas tiram energias para defender-se como feras. Sem a mulher, a vida se extinguiria. A mulher, Irmão Leão, está sempre em contato com a terra e a vida. E não te assustes com o que vou dizer: Deus, por ser fonte da vida, está mais perto da mulher, e ela mais perto de Deus. Sem o saber, elas são um pouco a verdadeira efígie de Deus. Lembro-me da grande senhora que foi minha mãe... E não te escandalizes com o que vou dizer, mas, continua escrevendo: desde que conheci os mares profundos de minha mãe, sinto sempre a tentação de chamar Deus de Mãe “

São Francisco de Assis

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

CANÇÃO DO DIA DE SEMPRE



                                                                            

Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mário Quintana




Imagem do Google: Fernando de Noronha - Pernambuco - Brasil