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Que alegria vê-los aqui!
Depois de uma semana intensa de trabalho, sem que me sobrasse sequer um tempinho pra vir aqui, e portanto sem que pudesse visitá-los também (são os ossos do ofício), eis-me de volta. E torço para que a próxima semana seja mais amena, e que possa estar mais livre, para interagir com todos. Obrigada pelo carinho e atenção de sempre.
E agora, trago-vos uma historinha baseada em fatos reais, vamos ler?
Conhecer a sogra é sempre uma grande expectativa. É como se estivéssemos adentrando um terreno delicado, um campo minado. Afinal, estamos dividindo com ela o amor de seu filho, e algumas, confundem dividir com subtrair. A ansiedade nos assalta, só de imaginar qual será a receptividade. E cada uma das partes, tanto a sogra quanto a nora, se sente constrangida, no momento da apresentação, cada uma procurando dar o melhor de si, tentando evitar gafes e micos, que poderiam comprometer seriamente a relação.
E foi assim, que Sara conheceu dona Elisa. Porém, entre elas houve certa empatia, e Sara até se sentiu à vontade para dormir lá, naquela primeira noite, por um justificável motivo.
À hora de se recolher, Sara pediu a dona Elisa um copo para colocar suas lentes de contato, tendo em vista a conservação e limpeza das mesmas. Dona Elisa indicou-lhe onde encontrar o copo, e disse-lhe para colocar em cima da geladeira, para evitar qualquer tipo de acidente com as mesmas.
Na manhã seguinte, quando dona Elisa já havia preparado o café, e iniciado umas tantas atividades domésticas, Sara se levantou. Procurou, de imediato, o copo onde havia deixado suas lentes, e não o encontrando, reportou-se a dona Elisa.
A sogra perguntou-lhe onde o havia deixado, ao que Sara respondeu: deixei-o bem aqui, ao lado do filtro, mas já procurei em todos os lugares possíveis, e não consigo encontrar. E dona Elisa, entre pasma e desesperada, colocou a mão na cabeça, sentou-se, e perguntou: ao lado do filtro? – É, respondeu Sara. – Pois então eu bebi, disse dona Elisa, com olhos arregalados. Levantei de madrugada para tomar água, e usei o copo que estava bem aí – apontando para o local em que a nora deixara o bendito copo com as lentes.
E ficaram se olhando por instantes que pareceram eternidade. Pasmas e mudas olhavam uma para a outra sem saber o que dizer. Dona Elisa desejou que o chão se abrisse e a engolisse naquela hora, e Sara desconcertada, apenas balbuciou a cifra que pagara pelas lentes, que acabara de comprar.
Sogra, é sempre uma caixinha de surpresas (ou de lentes), hein? kkkk
Bem, não sei ainda qual o desfecho dessa história, mas quando souber, prometo que lhes conto tudinho.









