Pegadas de Jesus

Pegadas de Jesus

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TI QUIM


Oi, gente!

Vou contar-lhes uma das histórias de Joaquim, a qual vocês nunca mais vão esquecer. Duvida?


Joaquim. Carinhosamente chamado pelos sobrinhos de Ti Quim. Era uma figura cômica, quando bebia, e bebia sempre. E quando bêbado, perdia a noção de tudo: do tempo, do espaço, do ridículo...

Certa feita, depois de uns “gorós” perdeu o ônibus de Muriçoca, e foi pernoitar na casa da irmã, o que comumente acontecia. É que ele morava em Muriçoca, mas trabalhava em Potó, entendeu?

Pois bem, nesta noite, Joaquim irrompeu na casa da irmã, trambecando, com o braço erguido, e os dedos, médio e indicador formando o “V” da vitória, e cantando à moda de todo bêbado que se preza, com a boca mole, e aquela lentidão peculiar, a música Negue, de Maria Betânia... Imaginem a cena: Ne... gue... se... u... A... mor... s... car... inho...

A família, da irmã, que estava reunida em torno da mesa, à hora do jantar, caiu em uníssono, numa gargalhada gostosa e profunda. Isto atiçou Joaquim ainda mais, que continuou a fazer o seu showzinho particular, todo serelepe.

Depois de alguns minutos de boas risadas, a irmã de Joaquim, serviu-lhe um prato de sopa quente, melhor, quente e fumegante... E Ti Quim, sem delonga, introduziu as primeiras colheradas na boca, ávido que estava de comer... Repentinamente, grossas lágrimas brotaram profusamente dos seus olhos... O pobre Ti Quim ficou imóvel... Estupefato... Matando na língua a desgraçada da sopa, que mais lhe parecia lava, de origem vulcânica...

Que foi Joaquim, por que choras? Perguntou a irmã. E todos que estavam na mesa, voltaram a atenção para o pobre Ti Quim, que antes era só alegria, mas que naquele instante estava sem graça, depois que a sopa quente lhe queimara a língua... Ah, mas ele se refez com uma ligeireza impressionante, e ainda vertendo lágrimas, respondeu assim: foi nada não, é que de repente me deu uma saudade de mãe... Tudo balela, nada de saudade de mãe, essa foi só uma saída pra não confirmar que chorara por causa da sopa quente, rsrs

E então, concorda comigo que todas as vezes em que for tomar uma sopinha quente, a partir de agora, vai lembrar de Ti Quim, e sentir saudades de mãe?

Por Socorro Melo

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DIVAGAÇÕES


Sede e fome insaciáveis
É o que sinto do saber
Das coisas admiráveis
Do sentido de viver

Vasculho no pensamento
No lirismo do poeta
E no doce encantamento
Que a natureza desperta

Na rima e na melodia
No céu de estrelas crivado
Na brisa que acaricia
Procuro pelo sagrado

Persigo a arte e a beleza
Anseio sabedoria
E vislumbro na tristeza
Uma luz que se irradia

Tudo me instiga a querer
Há fome de desvendar
Há sede de entender
Onde o caminho vai dar...

Por Socorro Melo
20/11/2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CUBA, O INFERNO NO PARAÍSO


Caros leitores e amigos...  

Peço-lhes desculpas pelo sumiço, mas, bateu-me um desânimo, uma preguiça de escrever, de postar, de blogar, que acabei me ausentando por tanto tempo. Afora isso, também problemas com a conexão, e com o navegador, sem contar com o trabalho... Sei que é só uma fase, uma crise, e acredito que crises passam, e deixam lições preciosas. Vou lutar contra esta inércia, esta falta de inspiração, e logo, logo, estarei por aí, visitando cada um de vocês.   Deixo-vos a Crônica abaixo, que recebi por e-mail, e que achei fantástica.  

CUBA, O INFERNO NO PARAÍSO

Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novo os pontos.

O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.

Não fiquei trancando no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação. É ainda pior. Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais. José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos. José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’. José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos,pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes. Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.

José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’. Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.

Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que,quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono:

Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.

Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.

Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’.Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.

A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena:’Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. Antes da partida,José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’.

Autor: Juremir Machado da Silva (Jornalista Gaúcho, da ala da esquerda, que está acompanhando o Governador Gaucho em "visita" a Cuba, não se sabe para quê).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

DIREITO E CIDADANIA

Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao

Direito" entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o

nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:

- Como te chamas?

- Chamo-me Juan, senhor.

- Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! –

gritou o desagradável professor.

Juan estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se

rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala.

Todos estávamos assustados e indignados porém ninguem falou

nada.

- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...

Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a

responder à sua pergunta:

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

- Não! - respondia o professor.

- Para cumpri-las.

- Não!

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.

- Não!!

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

- Para que haja justiça - falou tímidamente uma garota.

- Até que enfim! É isso... para que haja justiça.

E agora, para que serve a justiça?

Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.

Porém, seguíamos respondendo:

- Para salvaguardar os direitos humanos...

- Bem, que mais? - perguntava o professor.

- Para diferençar o certo do errado... Para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal porém... respondam a esta pergunta: agi

corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...

Todos ficamos calados, ninguem respondia.

- Quero uma resposta decidida e unânime!

- Não!! - respondemos todos a uma só voz.

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça

- Sim!!!

- E por que ninguem fez nada a respeito? Para que queremos leis e

regras se não dispomos da vontade necessária para pratica-las?

- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar

uma injustiça.

Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!

- Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente

Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.

Quando não defendemos nossos direitos perdemos a dignidade e a

dignidade não se negocia.  

Autor desconhecido

terça-feira, 23 de outubro de 2012

EU E MEU ANJO DA GUARDA

Da minha casa para o meu trabalho, não é muito longe. Vou e volto caminhando, todos os dias. Seriam agradáveis momentos, não fosse o trânsito. De qualquer maneira, ainda é melhor do que encarar ônibus lotados, que se arrastam qual tartarugas, por causa do famigerado trânsito.

A coisa é tão séria, que não me arrisco a ir sozinha, e todos os dias, convoco o meu anjo da guarda para acompanhar-me. Comecei a ter um relacionamento mais estreito com ele, há pouco tempo, pois, ingrata que sou, pouco me lembrava dele. Mas, descobri que chamando ou não chamando, ele sempre esteve junto a mim, e isso me alegrou, foi quando passei a reverenciá-lo, e conseqüentemente passei a lhe dar mais crédito, e mais trabalho.

E todos os dias, lá vamos nós, driblando um sem número de carros e motos, que considero verdadeiros monstros vorazes, pois, qualquer distração, pode nos levar a figurar nas estatísticas de vítimas do trânsito, que crescem assustadoramente. A situação é tão séria, que até meu anjo, tem receios de se aventurar.

Penso que antes, quando não éramos tão íntimos, ele se divertia comigo. Como tem asas, eu creio, pois não imagino o meu protetor sem asas – que anjo seria esse – pois para mim as asas significam liberdade e infinitude, e já que eu só posso voar com as asas do pensamento, pelo menos ele pode se dar a esse luxo - devia sobrevoar as vias mais perigosas e me esperar lá do outro lado, sorrindo dos finos que os carros tiravam em mim. No entanto, devia se divertir ainda mais, com a minha cara de contrariedade, por causa das motocicletas, que eu não tolero.

Agora, a coisa mudou de figura. A missão dele, como meu anjo particular, e meu amigo, é me levar pela mão mesmo, como se eu tivesse quatro anos. Diante do vai e vem dos veículos, das fileiras intermináveis, das barbaridades, da falta de sinalização, da falta de respeito por parte dos condutores imprudentes, da falta de espaço destinado aos pedestres, que disputam com os automóveis as mesmas faixas, eu me abandono em suas mãos e me deixo levar.

Não corro mais, não me desespero, não me estresso. Só atravesso na hora que ele me autoriza, e não me importa quanto tempo vou ficar esperando, parada, à margem das vias, ou da BR(104). Aguardo sempre o seu sinal, para fazer a travessia. A desordem é tanta, que creio eu, até para um anjo, é impraticável.

Pois bem, assim vamos nós, todos os dias, eu e meu anjo. Quando alcançamos os trechos menos movimentados, vamos conversando... Aliás, só eu converso, pois vou demandando uma coisa atrás da outra, sem dar-lhe tempo de, sequer, abrir a boca. Porém, quando me aquieto, posso ouvir a sua voz, mansa e serena, indicando como uma seta, ou uma estrela guia, a direção mais segura, para onde devo rumar.

É bom sabê-lo ao meu lado, senti-lo... Quer dizer, nunca sei onde realmente ele se posiciona, se à minha frente, atrás de mim, ou do meu lado. Todavia, sei que ele está lá, pois, vez em quando, me é permitido sentir o toque suave das suas vestes, numa brisa que passa, bem de mansinho.

No fim do dia, depois de nos expor a tanta poluição, sinto-me cansada, empoeirada, e sei que se me fosse permitido vê-lo, veria em suas vestes, certamente, as marcas de fuligem, conseqüência do monóxido de carbono, a que se expõe todo o dia, só para me proteger.

Nos finais de semana, dou-lhe descanso, quase sempre. E fico a imaginar ele repousando, e suas asas encostadas em algum recanto, as vestes limpas e alvejadas, sem o enfadonho compromisso de encarar as máquinas bestiais e seus condutores insanos.

E não tenho dúvidas, que no fim da sua missão, por cuidar tão bem de mim, e olha que isso não é tarefa tão fácil, ele será promovido a uma hierarquia superior, e habitará um mundo melhor, livrando-se finalmente desse trânsito infernal.

Por Socorro Melo

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ACEITAÇÃO

No comprido corredor do Hospital infantil, banhado naquela hora da manhã pela luz do sol, e de onde podia se ver as folhas brilhantes das palmeiras, agitando-se no ar era impossível não sentir um peso no peito, uma angústia, por saber que tantas crianças estavam ali sofrendo.

Rosana sentou-se perto de uma Enfermaria, enquanto aguardava uma amiga que levara seu filho recém nascido para uma consulta médica. Distraiu-se olhando as palmeiras, e observando mães que levavam seus filhos ao colo, em todas as direções, daquele imenso Hospital, quando ouviu atrás de si, uma voz fraca e suave, chamando-a. Voltou-se imediatamente, e percebeu de onde partira a voz: de um dos leitos da Enfermaria. Levantou-se, e para lá se dirigiu, e viu uma menininha de uns oito anos, de olhos curiosos, e cabecinha lisa e arredondada.

- Foi você que me chamou? – Perguntou Rosana.
- Sim.
- Você está precisando de alguma coisa?
- Não, só de conversar.
- Está sozinha?
- Minha mãe saiu, mas volta logo.
- Sobre o que você quer conversar?
- Qualquer coisa.
- Então, vamos conversar.
- Você também está aqui se cuidando? – Perguntou a menina.
- Não, eu vim acompanhando uma amiga. Ela trouxe o seu bebé. Ele é que está se cuidando.
- Eu estou aqui já faz muito tempo.
- Quantos anos você tem? - Oito anos.
- Você estuda? Rosana conta que a menininha se calou, baixou a cabeça por um tempo, e depois olhou bem nos seus olhos e perguntou:
- Você não tem medo de mim?
- Claro que não. Por que deveria? E ela respondeu:
- Eu estudava, e gostava de ir à Escola, mas, fiquei doente. Os amigos ficaram com medo de mim, e ninguém mais queria brincar comigo, ou ficar perto de mim... então, pedi a minha mãe para sair da Escola.

E enquanto falava, mexia nervosamente nas mãos, que estavam sobre a coberta. Rosana fez um tremendo esforço para não deixar cair lágrimas dos seus olhos, e ficou paralisada pela emoção, por segundos que pareceram uma eternidade. Respirou fundo, se recompôs, e falou à menininha:
- Você vai ficar boa logo, e vai poder voltar à Escola. Vai fazer tudo que gosta, e conquistar muitos amigos. Não se preocupe. Neste momento, pense apenas em ficar curada, e vamos rezar para o seu Anjo da Guarda para que lhe proteja, e lhe traga muitas alegrias. A menininha sorriu. E aquele sorriso marcou para sempre a vida de Rosana.

Minutos depois, Rosana despediu-se da garota, pois, sua amiga retornara. Seguiu-a pelo imenso corredor. Estava calada, sentindo uma sensação estranha, uma mistura de tristeza, impotência e compaixão. Permaneceu muda por bom tempo, angustiada, e quando a amiga perguntou o que acontecera, desabou em lágrimas, e não conseguiu falar nada. Depois que se recompôs, contou-lhe a experiência que vivera com a menininha.

Ela, Rosana, entendeu que é uma necessidade primária, para a pessoa humana, a aceitação. O sentimento de pertença, de que se faz parte de um todo, é fundamental para o equilíbrio e o bem estar de cada ser humano. Ficar de fora do círculo de amigos foi amargo demais para a menininha.

E é possível que a enfermidade, tão hostil, tenha lhe doído menos, e deixado uma marca mais leve do que a rejeição. É mister que aprendamos com a experiência de Rosana, e que sejamos conscientes de que o amor, apenas ele é capaz de implodir todas as barreiras, e nos mover, a fim de que por ele, sejamos capazes de abraçar as pessoas, nos momentos mais difíceis de suas vidas, sem lhes impor o pesado fardo da rejeição.

Por Socorro Melo

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

SÃO FRANCISCO DE ASSIS


CARTA A UM JOVEM AMIGO:

Olá, P...!

Desde a juventude, eu trago no coração um belo exemplo de vida, que quero neste momento, compartilhar com você. Conto-lhe, pois, uma história:

Há oitocentos anos atrás, viveu um jovem, como tantos outros, numa bela cidade que ficava encravada no alto de um monte, numa região privilegiada por belezas naturais, cercada por uma planície, cultivada de parreiras, e vastos campos de trigo e oliveiras. Viam-se também, por todo o vale, em derredor, muitos abetos (pinheiros) e flores de diversos formatos, fragrâncias, e cores... E essa cidade, foi cenário de uma das mais expressivas histórias de amor do mundo, de amor ágape.

O jovem era alegre, extrovertido, e vivia intensamente o arroubo da juventude. Era rico, e esbanjador. Divertia-se com amigos, e até com mulheres, e adorava festins, banquetes, o que na linguagem da juventude do nosso tempo, chama-se balada.

Usava roupas finas e caras, e tinha bons cavalos, pois que naquela época, não existiam carros, nem motos.

Entanto, tinha boa índole, e era muito sensível. Gostava de cantar, e cantando, encantava...

Ele, como todo jovem, tinha um sonho: o de ser cavaleiro. Sim, pois que a glória dos moços de então, consistia na bravura que demonstravam nas guerras, e o grande prêmio, para os vencedores, era o título de nobreza e o respeito da sociedade.

Lançou-se, portanto, o nosso jovem, nessa peleja, mas, eis que foi derrotado, e tornou-se prisioneiro de guerra. Viveu por dois longos anos na prisão, amargando sofrimentos de toda sorte, antes desconhecidos, e que lhe renderam sérios problemas, inclusive de saúde.

Apesar das adversidades, ele não perdeu o seu grande dom, a alegria, mas, passou a refletir na efemeridade da vida, e mergulhando em si mesmo, na sua interioridade, deparou-se com um grande vazio, e viu que aquilo não era bom, e resolveu mudar seus paradigmas.

Entendeu, por fim, que o mundo exterior, com suas glórias e pompas, o que diríamos hoje, com sua Tecnologia e Ciências, modernidades e libertinagens, não lhe garantiam plenitude, paz interior, felicidade, pois, somente em Deus, é possível ao homem realizar-se, pois que se alimenta da seiva da vida, que emana do Criador.

E ele se entregou, nos braços de Deus, de forma magnífica. Percebeu, que somente vencendo-se a si mesmo, dominando todos os vícios, e praticando virtudes, conquistaria para si o grande tesouro: o amor divino.

E amar, aprendeu o jovem, também significava partilhar. E tornou-se humilde, e generoso, e foi ao encontro do semelhante, do sofredor, do menos privilegiado, do enfermo, do órfão, do arrogante, do ladrão, do faminto, do desesperado, e de toda sorte de irmãos, que precisasse do seu carinhoso amparo, pois, todos passaram a ser seus irmãos.

E foi tão grande a sua entrega, nas mãos de Deus, foi tão pura e honesta, que até as aves do céu paravam para ouvi-lo, ou pousavam-lhe nos ombros, para receber sua atenção. E para ele, todos eram irmãos: o sol, a lua, as estrelas, a água, o fogo, os animais... Tudo lhe falava de Deus, e Deus, era tudo, em todos. E foi sagrado cavaleiro de Cristo, Arauto do grande Rei, como ele mesmo se denominava.

E ele, é o exemplo de vida, que trago em meu coração, é um límpido espelho de perfeição, como bem diz os versos de um cântico em sua homenagem: Francisco de Assis.

P..., que o seu coração de jovem, seja abençoado por este grande santo, e que você tenha sempre a ousadia, a coragem, e a determinação de se decidir por Deus, na pessoa do seu filho muito amado: Jesus Cristo, o centro da mensagem de Francisco.

Parabéns, meu amigo, pela atitude de participar deste Encontro de Jovens. Desejo que os frutos dessa decisão lhe acompanhem por toda sua vida.

Com todo meu carinho

Socorro Melo

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CONTO: O TÊNUE FIO DA RAZÃO


Augusta apertou a cabeça entre as mãos, e a movimentou inúmeras vezes, como que para afugentar a agonia.

Naquela manhã, sentia-se cansada, sem ânimo, e resolveu ficar na cama por mais algum tempo. Virava-se, no entanto, de um lado para o outro, sem conseguir relaxar. Tornara-se insone, e há vários dias não dormia bem.

A mente mais parecia um redemoinho. Em frações de segundo, vieram à tona, todos os seus conflitos. Relembrava com angústia do seu casamento tumultuado, e de todas as ingratidões que o marido lhe fizera. Relembrava de todas as dificuldades que passara com os filhos, para os educar. Relembrava de tantos ideais e sonhos que tivera que abdicar.

Agora estava ali, sozinha. O marido se fora. Os filhos tomaram seus rumos na vida. E ela? O que restou?

Sentiu uma lágrima quente escorrer por sua face. Desvencilhou-se das cobertas, e levantou cambaleante. Dirigiu-se para a cozinha. Enquanto punha uma panela no fogo, debulhava-se em lágrimas, e se perguntava: o que fiz da minha vida? O que tenho eu, de fato?

Ninguém a havia preparado para a solidão. Amava os filhos, decerto, mas, não queria ser um peso em suas vidas. Cada um vivia agora segundo seus interesses, e cuidando, cada qual, da sua própria família.

Sentou-se pensativa, diante de uma xícara fumegante, e se sentiu amargurada. Era como se estivesse na reta final da vida, sem tempo de criar algo novo, e entristecida por ter aproveitado tão mal o seu tempo.

Pôs-se de pé para a execução de algumas tarefas, porém, viu-se impotente. Saiu à rua para desanuviar os pensamentos, e sem se programar empreendeu longa caminhada. Quando voltou, os primeiros raios de sol já se escondiam no horizonte.

Cruzou o limiar da porta, e viu sua filha correr ao seu encontro, preocupada. Ao invés de tranqüilizá-la, foi áspera. Queria ficar só, pensar na sua vida, tentar se desvencilhar da angústia que lhe torturava os pensamentos.

Perdera a vontade de lutar. Lutar para que? Já tinha feito isso por tanto tempo, e o que ganhara com isso? Percebia agora que nem seus filhos a amavam. Ninguém a amava, na verdade, ninguém nunca a amou.

Ela sim havia amado muito. Por anos a fio se desdobrou em cuidados e atenções. De que lhe serviram? O que fizera da sua vida?

Tomou um tranqüilizante e se deitou, todavia a mente, em torvelinho, não parava de gritar. Em sua alma inquieta se abriram sulcos de mágoas e de ressentimentos, e por longos instantes os remoeu.

No dia seguinte, levantou-se mais cedo do que de costume. Pôs-se diante do espelho, e começou a contornar o próprio corpo com as mãos. Segurou firmemente os seios, levantou os olhos, alisou os cabelos, sorriu, e por um bom tempo se deixou ficar ali. Havia um novo brilho no seu olhar, estranho, mas havia. Resolvera-se. E era melhor do que continuar naquela agonia.

Provou diversas roupas, e sapatos, e finalmente se decidiu. Estava satisfeita consigo mesma. A partir daquele instante, ela, Augusta, era uma nova mulher. Por que não pensara nisso antes? Quem lhe impedira?

Ela era uma mulher livre, e, portanto agora, iria aproveitar a vida como jamais fizera. Primeiro, faria um regime, pois estava muito gorda, depois, providenciaria um novo guarda-roupa. Mas, de imediato já podia adquirir produtos de maquiagem, algumas bijuterias, pois, há muito negligenciara com sua própria aparência.

Passou o dia fora, fazendo compras. O dia seguinte também. E assim, se sucederam outros dias. À noite, não dormia. Tinha medo de dormir, pois, ao encostar a cabeça no travesseiro, despertava seus piores pesadelos. Então bebia. A bebida sim lhe trazia certo alívio. E ao amanhecer, empreendia nova caminhada.

Já não cuidava do próprio asseio, nem da casa, que estava entregue a imundície. E todo dia, cuidava de adquirir coisas novas, supérfluas, e se deleitava com elas.

Agora tinha companhia: a Bárbara. Como alguém poderia negligenciar uma boneca tão linda? - Há mesmo muita gente descuidada - pensava. Mas, a Bárbara, agora seria bem tratada.

E à medida que os dias iam passando, Augusta cumulava Bárbara de mimos, e trazia-lhe novas companhias, do lixo.

Contas e mais contas se amontoavam na caixa do correio. A desordem e a sujeira imperavam no recinto de sua casa.

Augusta oscilava entre um estado mórbido e uma euforia descontrolada. Ria alto e estridentemente. Chorava horrores. Sentia medo. Sabia que estava sendo perseguida. Sim, eram três homens, usando enormes capas pretas, que a seguiam sempre, e mesmo na sua própria casa, os via. Arremessava objetos sobre eles. Eles se escondiam, mais depois voltavam. E entravam no seu sonho... Quer dizer, no seu pesadelo...

Sentia-se frágil. Quem seriam os homens de capa preta? Deduzira que o marido os mandara. Seria possível? Mesmo no túmulo ele ainda viria perturbá-la? E passou a carregar pedras, para se defender dos homens. E escondia Bárbara, para que não a molestassem.

Bebia. Chorava. Sofria. Arremessava pedras, objetos... Até que, um anjo, muito branco, passou a vigiá-la. Ele não se descuidava dela, por nada. Afugentava os homens de preto, e tratava Bárbara com carinho. Ele sim, a amava.

Sua cabeça estava mais leve. Já conseguia dormir. Aliás, era tudo que conseguia agora. Não tinha mais medo. E confortava-lhe saber que o anjo de branco estava ali...

Havia transposto a linha, a linha da razão. Era tênue, como saber? Não existiam degraus, graus, nada... Do outro lado estava a loucura. Seria possível voltar? A razão é um cristal fino... Uma vez quebrado... é possível emendá-lo? Não importava, ela agora se sentia segura, pois, o anjo de branco cuidava dela.

Por Socorro Melo

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O MEU CANTEIRO


Eu me encontrava recolhida, em repouso, cuidando da saúde... Isolei-me do mundo lá fora, e por dias, o meu mundo era a minha casa.

Enquanto me restabelecia, procurava fazer algo agradável, e devorava incansavelmente páginas e páginas dos meus velhos companheiros, os livros. Afora isso, também me deleitava com o meu canteiro.

O meu canteiro é bem minúsculo, e na verdade, não sou eu que cuido dele. Não tenho muita habilidade para cuidar de plantas. Vez ou outra, eu apenas molho as plantas, quando é necessário, mas é só isso. Porém, as plantas, exercem sobre mim um fascínio muito grande, e as aprecio com grande ternura.

Eu me aproximava do canteiro, todos os dias, e olhava com carinho e prazer, cada uma das espécies: o pé de alecrim, que exala um perfume inebriante, e as verbenas vermelhas, que dão um toque todo especial àquele cantinho. Lá, há também duas espécies de cróton, e três pequeníssimos pés de rosas, que aguardo com muita ansiedade o seu crescimento. As cores dessas rosas são das mais lindas que já vi.

Fiquei a imaginar, porque as sementes de girassol não brotaram... Se até mesmo o pezinho de hortênsias, se ergueu tão viçoso...

Num belo dia, em que o canteirinho estava banhado por uma luz bem clara, ouvi um barulhinho que me chamou a atenção, e para minha surpresa, vi um bem te vi, batendo as asas e sugando o néctar das minhas verbenas. Que cena linda! Parecia um ritual, uma dança... Fiquei tão feliz com aquela visita.

Apareceram por lá também, naqueles dias, um jovem passarinho e sua mãe. O jovem estava tendo suas primeiras aulas de vôo, assessorado por ela. Enquanto ele se exercitava, perto do canteiro, ela ia e vinha, dava vôos rasantes, e, vez em quando, punha algo no bico do filho. Ele batia as asas, e levantava pequenos vôos, com uma dificuldade tremenda, que era bem perceptível. Mas, ao cabo de três dias, se lançou no espaço, bateu asas e voou para longe. Ademais, a minha casa, já pode ser até considerada um centro de treinamento de passarinhos, pois, é comum aparecem por lá os jovens treinandos.

O dia todo, do nascer ao pôr do sol, os passarinhos fazem festa por lá: sobrevoam, pousam no telhado, nos fios, cantorolam, saltitam, e passeiam no canteiro.

Cada uma dessas visitas, cada um desses seres, passam e deixam suas marcas. E me pus a pensar em quantas lições de vida nos dá a natureza. Não é preciso que tenhamos um grande jardim, pois um pequeno canteiro também nos enche de beleza e nos proporciona grandes reflexões.

No meu canteiro, eu pude, e posso, ver o reflexo do sol sobre as plantas orvalhadas, posso ver a melancolia da chuva se derramar sobre ele, posso ver a agitação dos passarinhos, as borboletas amarelas, e o beija-flor, beijando alegremente as rubras pétalas das minhas verbenas. À noite, quando se faz silêncio, e todos os bichinhos do canteiro dormem, posso ver o manto azul do céu, bordado de estrelas, cobrindo serenamente aquele cantinho, e um anjo de asas prateadas velando por ele. Por que será que a natureza nos proporciona tanta serenidade? Penso que sei: porque em todas as coisas criadas, por trás delas, existe a marca, a presença, do Grande Espírito criador.

Por Socorro Melo

terça-feira, 18 de setembro de 2012

UM GRANDE SUSTO... E QUE ALÍVIO!

“Nada temas, porque estou contigo. Não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e venho em teu socorro, eu te amparo com a minha destra vitoriosa”. Isaías 41,10.


Você já se fez esta pergunta: por que comigo tem que ser diferente? Eu, sim, algumas vezes. E agora muito recentemente, conforme o relato que exponho abaixo.

Quem passa por aqui sabe, que dias atrás me submeti a uma cirurgia, para retirada da vesícula biliar: uma colescistectomia. A colescistectomia é um procedimento simples, de porte, mas simples, porém, no meu caso, houve algumas particularidades específicas.

O que eu sentia? Queimação moderada. Típica de gastrite. Fui ao médico, me foi solicitada uma bateria de exames, e entre eles, Endoscopia e Ultra-sonografia. A Endoscopia não acusou nada, nenhuma gastrite, porém, a Ultra-sonografia deu início a um processo de investigação, de grande tensão e medo.

Durante a realização do exame (Ultra-sonografia), o médico fez um espanto, que me deixou amedrontada. A minha vesícula apresentava alguma coisa estranha, e o diagnóstico foi nebuloso. Ele, porém, me preveniu de que era um caso cirúrgico.

Dias depois, quando levei o resultado do exame para o médico que o solicitou, o gastroenterologista, vi uma incógnita nos olhos dele. Perguntei do que se tratava, e ele me disse que estava muito nebulosa a imagem, e sem diagnóstico preciso. Pediu uma Ressonância Magnética. Questionei se era algo comum, e ele me disse que, em toda sua vida de médico, havia visto coisa parecida apenas três vezes. Não tive coragem de perguntar quantos sobreviveram.

Fiz a Ressonância solicitada, e a coisa se complicou um pouco mais. A imagem agora apresentava uma protuberância sugestiva de tumor. Atemorizada, consultei um outro médico, na tentativa de ouvir algo mais acalentador, que dissipasse meu nervosismo, no entanto, ocorreu o inverso.

O médico, o segundo que procurei, à medida que lia o laudo da Ressonância, deixava transparecer no semblante, certa inquietação. Franzia a testa, tornava-se mais sério, até que me sugeriu consultar um cirurgião oncológico. Pronto, é o fim, pensei. Por fim, vendo-me em estado de choque, e desacompanhada, falou que a medicina tem muitos erros, e que eu confiasse em Deus, e etc. etc. Saí arrasada, e perambulei pelas ruas sob forte emoção, e com lágrimas nos olhos.

Instintivamente, resolvi consultar um novo médico, na capital, pois moro no interior, e acatei a sugestão dada, marquei com um cirurgião oncológico. Quatro dias depois, estava diante do novo médico: cheia de medo e expectativas. Ele examinou os exames, e solicitou uma nova Ultra-sonografia, indicando um profissional de sua confiança. Achou estranho o resultado dos exames que apresentei (Ultra-sonografia e Ressonância Magnética), e disse que estavam falando “linguagens diferentes”.

O fato de eu não sentir dores, náuseas, vômitos, intrigava os médicos. Eu não sentia nada, a não ser o leve queimor. Minha lesão era diferente do normal. Era atípica.

Quando fiz a nova Ultra-sonografia, senti certo alívio, pois o médico que a realizou disse não ver nada demais, apenas formação de cálculos e uma grande inflamação.

Fiz mais alguns exames, de sangue (CA 125, CA 19.9 e CAE), e para o meu grande alívio, os resultados foram negativos, foram bons.

Marcada a cirurgia, o médico cirurgião ainda me dizia que meu caso não tinha diagnóstico e que só a biópsia poria um fim à situação. Além do exame histopatológico, foi solicitada uma biópsia de congelação, em que o patologista faz na hora o estudo da peça e já adianta se se trata de malignidade ou não. Por causa dessa “biópsia de congelação” a cirurgia foi realizada no método convencional, e não por vídeo-laparoscopia.

Em agosto me submeti à cirurgia, e para minha grande alegria, a nebulosidade, a sugestão de nódulo, era apenas cristais de colesterol, ou seja, nada atípico, completamente normal. Que alívio!

Por que comigo tinha que ser diferente? Porque, sem dúvidas, eu precisava aprender alguma coisa... Precisava parar para refletir sobre mim mesma, e meu relacionamento com Deus e com o meu semelhante... Precisava subir mais um degrau na escada da fé... Precisava me lançar nos braços de Deus... E assim o fiz.

Foi um grande combate. E o que mais me consola, é não ter me desesperado, mas, apesar do medo, ter me confiado nas mãos de Deus, e ter sentido a sua presença misericordiosa me dando forças e coragem. Por isso, a minha eterna gratidão a Ele que é, que foi e que sempre será, a minha segurança, o meu Deus, o meu tudo. Obrigada, Senhor!


“Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um”. Albert Einstein