Pegadas de Jesus

Pegadas de Jesus

quinta-feira, 20 de junho de 2013

SONHO DE RESSURREIÇÃO


Diante do trono, da real Majestade
Ricamente adornado... Eu vi uma luz
E um anjo a cantar, melodias suaves
Ao Nome do Rei, o excelso Jesus

Beleza tão grande, jamais pude ver
Vi campos dourados, vi mananciais
Vi brotando a vida no amanhecer
Pois o Criador não se cansa jamais

Estrelas brilhantes, e noites de lua
Jardins carregados das flores mais belas
Semblantes felizes, e paz pelas ruas
Ausência de guardas e de sentinelas

Senti um aroma meio adocicado
E uma brisa leve minha pele roçou
Era tanta a beleza... Fiquei deslumbrado
E a iminente chegada, alguém anunciou:

Eis que vos chega, o grande Senhor!
E um forte alarido foi notificado
Diante do trono se ouviu o louvor
Àquele que vive, ao ressuscitado!

Um gozo indizível minh’alma sentiu
Ao ver tanta glória e tanto esplendor
Pôs os olhos em mim, e sereno sorriu:
Só então compreendi, a excelência do amor.

Não acreditei que fosse pra mim
Tão doce sorriso, tamanha atenção
Mas pelo meu nome, chamou-me, enfim
Eu, dentre tantos, na multidão...

Socorro Melo

sábado, 8 de junho de 2013

MOMENTO POÉTICO

ESTRANHA DOR


Invadiu-me sutilmente
Uma estranha e imensa dor
Talvez se chamasse mágoa
Ressentimento ou rancor...

Instalou-se na minh’alma
No recanto mais profundo
E espalhou agonia
Descolorindo meu mundo

Desfez a minha alegria
Oprimiu meu coração
Perdi a paz, a energia...
Enchi-me de solidão

A dor cruel e malvada
Que causou tanta aflição
Só foi um dia, sanada:
Pela força do perdão.

Por Socorro Melo


sexta-feira, 17 de maio de 2013

A FESTA DA PROFESSORA


Ah, que saudade do meu cantinho, e dos meus amigos! Como me fazem falta!
Meus queridos amigos e minhas queridas amigas, paz e bem a todos!
Sintam-se abraçados pelo carinho da minha amizade... 

Deixo-vos uma história, baseada em fato real, que muito me emociona, e que tanto me ensinou.

A FESTA DA PROFESSORA

Nunca me sentira tão humilhado. Eu era só uma criança, e nem sabia o que era, de fato, humilhação, mas, sentia algo ruim, que me deixava triste, impotente, inquieto e ansioso... E aquilo me incomodava.
Interceptei a professora no corredor, quando ela dirigia-se á sala de aula:
- Professora!
Ela se voltou e parou para me escutar.
- Quero dar-lhe os parabéns pelo seu dia. Eu gosto muito da senhora.
Sorrindo ela agradeceu e afagou-me os cabelos. Com a mão conduziu-me à sala de aula, mas eu parei e disse que não podia ir.
- Por que não Severo? – Perguntou.
Eu tentei inventar uma história, mas, com nove anos, e acostumado a dizer a verdade, acabei confessando:
- É que hoje, a turma vai dar-lhe uma festa, em comemoração ao dia do Professor.
- E você não quer participar?
- Bem, querer eu até quero, mas não posso.
- E por que não? - Perguntou interessada.
- É que eu não pude dar a minha contribuição para a festa. Coube-me trazer um quilo de açúcar, mas, minha mãe me disse que não podia disponibilizar toda essa quantia, pois, faria falta em casa.  Por isso os colegas não me deixaram entrar na sala, para a festa. E eu a aguardei no corredor, para lhe parabenizar.
A professora olhou-me terna e longamente, enxugou algumas lágrimas que surgiram repentinamente dos seus olhos, deu um sorriso, e perguntou:
- A festa é pra mim?
- É – Respondi.
- Então venha comigo.
- Obrigada professora, mas, não posso. Não me deixarão entrar.
- Venha comigo Severo, disse ela, pois se não deixarem você entrar, eu também não entro.
E guiou-me pelo corredor em direção à sala...

Eunice era o seu nome. Nome de anjo. Será mesmo que existe algum anjo chamado Eunice? Bem, pra mim ela era um anjo sim, e isso bastava. Sabia da minha precária condição financeira, e de outros tantos colegas. Talvez por eu ser espirituoso, alegre, brincalhão, mas acima de tudo dedicado aos estudos, ela me tinha grande estima. Sempre me presenteava com lápis, borrachas, cadernos, e até livros... Curioso é que esses presentes normalmente chegavam quando o meu material estava se findando. Eu entendia, na ocasião, que ela lia meus pensamentos, e por isso sabia das minhas necessidades. Não alcançava a idéia de que a maturidade e as experiências da vida trazem sabedoria.
Entramos na sala, eu e a professora, de cabeça erguida. Na verdade só ela estava de cabeça erguida, pois eu estava cabisbaixo, esperando o momento de ser enxotado da sala, o que não aconteceu. Os colegas apenas riram e disseram que eu era “peixinho” da professora.
A festa ocorreu em clima de alegria, e a professora aproveitou o momento para nos contar uma história. Essa história enaltecia a grandeza da acolhida, e principalmente, a da partilha sincera, da superação do egoísmo. Falou-nos de solidariedade. Agradeceu a homenagem e ficou ali, conosco, degustando os doces e salgados que foram feitos tão carinhosamente para ela..
Devorei suas palavras como se fosse um manjar, e a admirei ainda mais, pois, naquele momento, ela incutiu na minha mente e no meu coração, que o meu valor como pessoa humana consiste no que eu era e não no que eu tinha.
O seu gesto de amor dissipou a humilhação que eu sentira, e ensinou-nos a grandeza do amor ao próximo. Àqueles que antes me impediram de entrar, vieram ao meu encontro, e me pediram perdão. Perdoei facilmente, como toda criança. Entanto, nunca me esqueci desse episódio de minha vida.
Muitos anos se passaram: trinta anos... Talvez mais. E hoje, eu a encontrei na rua. Caminhando a passos lentos, mas firmes, elegantes. Os cabelos já totalmente brancos, conferindo-lhe um ar de sabedoria. E dirigiu-me o mesmo olhar de ternura, e o mesmo sorriso, próprio daqueles que sabem amar. Fiquei emocionado, quando a abracei. E fiquei a pensar em como é grandiosa a missão do educador, pois, além da transmissão do conhecimento, tem a oportunidade de auxiliar na formação do caráter do educando, na elevação da sua auto-estima, repassando a primordial assertiva, do valor da pessoa humana.
Eunice... Será mesmo nome de anjo? Talvez...


sábado, 2 de fevereiro de 2013

ATÉ LOGO!



Olá, amigos e seguidores!


Finalmente pude vir aqui, justificar o meu sumiço. A minha prolongada ausência deu-se por muitos motivos, menos por falta de vontade, de interagir com vocês, pois, este “convívio” me é agradável por demais.

Estimo que ficarei ainda por algum tempo sem possibilidades de interagir com vocês, porém, assim que puder, eu volto.

Não se trata de uma despedida, mas de um até logo. Mesmo assim quero vos dizer que aprendi muito com o que cada um dos meus amigos, e seguidores, contribuiu para com o meu crescimento, nesta troca saudável de informações e sentimentos. Agradeço a cada um em especial, por prestigiar o meu humilde espaço, e torná-lo mais atraente, com os comentários carinhosos e inteligentes.

Acresci à minha Agenda, já em 2012, alguns compromissos significativos, e que demandam um tempo considerável, e que por esta razão, não disponho mais de tempo livre, visto que o que me sobra é para as atividades domésticas (risos), e para completar, estou sem computador. Entanto, digo-lhes que nunca estive tão satisfeita em minha vida, pois, estes compromissos novos justificam qualquer cansaço, e consiste na realização de projetos bem antigos, que finalmente Deus me chamou a executar.

Eu vou, mas eu volto, assim que puder...

Fiquem com Deus!

Paz e Bem!


"Eu segurei muitas coisas em minhas mãos e eu as perdi; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo."  (Martin Luther King)



segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ 2013 PARA TODOS NÓS!


Fechei para Balanço, literalmente. Para quem não sabe, trabalho na atividade contábil, e fim de ano é  tempo de prestação de contas, e de planejamentos para o exercício vindouro.

Dias movimentados, de intenso trabalho, de análises, de ajustes, de vigilância, para que o próximo período se inicie retratando a realidade de forma fidedigna.

Mas, pude reservar tempo para minha reflexão pessoal, e descobri, mais uma vez, o quanto tenho que agradecer.

Sou grata a Deus pelo dom da minha vida, porque me amou, me criou, e me mantém sob a sua proteção, dispensando-me cuidados tão especiais.

Sou grata porque posso ver a beleza da criação: o céu estrelado, os raios dourados de um sol poente, ou a luz da aurora que dissipa as trevas da noite...

Porque posso ouvir os sons da vida, desde a mais bela sinfonia até o canto singelo dos pardais que sobrevoam a minha casa.

Porque sinto o aroma das flores e das ervas...

Porque sinto o calor do sol, o frio nas noites de inverno, e o abraço fraterno daqueles que tanto amo...

Porque posso andar, pelo ar que respiro, e pelas batidas ritmadas e regulares do meu coração...

Porque como com gosto os alimentos, e sinto os sabores dos frutos da terra...

Porque sou feliz, e me considero amada por Deus...

Pela riqueza maior, meu grande tesouro, a minha fé, que me garante a paz interior e a esperança numa vida melhor...

Enfim, no Balanço da minha existência, percebo que a diferença entre os meus ganhos e perdas, mais uma vez, me proporcionaram lucros, representados pela minha alegria e ânimo de viver, pelos meus projetos e realizações, e pela certeza de que fiz a melhor escolha da minha vida: amar a Deus sobre todas as coisas...


FELIZ ANO NOVO PARA TODOS OS MEUS AMIGOS!

Que as bênçãos de Deus sejam derramadas incessantemente sobre todos nós, e que 2013 nos presentei com decisões mais firmes e atitudes mais justas e condizentes com a vontade Dele, para que sejamos, de fato, felizes.


Um grande abraço
Socorro Melo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO





Um dia, quando Francisco andava no Bosque de Grécio, viu uma gruta que lhe pareceu muito semelhante com aquela em que Jesus nasceu. E veio-lhe a idéia de usá-la para representar ao vivo o acontecimento do Natal. Contou a idéia a certo senhor, chamado João Velita, o qual o ajudou a preparar a gruta: levou para lá um boi e um burrinho e encheu o cocho de feno. Os camponeses e os pastores do vale e das regiões próximas dirigiam-se à gruta, na noite de Natal, com fachos acesos e cantando canções de pastores. À meia-noite foi celebrada a santa missa. Os frades, vindos até de lugares afastados, faziam uma coroa ao redor do altar. Depois do Evangelho, o santo falou aos fiéis sobre o grande mistério do nascimento de Jesus. Era tão grande a alegria que experimentava em seu coração que, quando pronunciava o nome de Jesus, lambia os lábios, e quando pronunciava a palavra Belém a sua voz parecia a fala de um anjo. Aquela noite foi, realmente, uma noite do paraíso.

Fonte: Biografia de São Francisco, por Tomás de Celano.
Imagem do Google.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

SIM, O REINO ESTÁ ENTRE NÓS...


Jesus dizia: o Reino de Deus já está entre vós... E eu pude vislumbrar, há poucos dias, as luzes desse Reino, num caso real, que ainda está acontecendo, e que muito me tocou:


Thiago, com apenas 26 anos, depois de um período de investigação, se descobriu portador de câncer.

Sempre foi um jovem alegre, comunicativo, e amigo de todos...

Para cuidar da saúde, precisava se deslocar de sua cidadezinha. E isso ia demandar recursos, coisa que Thiago não tinha.

A dor e o sofrimento envolveram a família de Thiago, e, além disso, ainda existia a preocupação de como custear o tratamento, as viagens, e toda a demanda que estava por vir.

Ele sempre viveu num pequeno povoado, de gente simples, de vida simples, mas que quando soube do seu problema, voluntariamente se uniu, e se articulou em campanhas para ajudá-lo a enfrentar o poderoso inimigo. Ninguém pediu nada, mas, foi impressionante a movimentação em torno da causa, e o apoio sem medidas que os amigos e conhecidos prestaram a Thiago. E estão prestando. Uniram-se também em oração, e clamam a Deus incessantemente pela vida do amigo.

Quem viu de perto as campanhas, a movimentação, por certo se emocionou. E nós, que cremos em Deus, nos fortalecemos ainda mais na nossa fé, quando vislumbramos o amor movendo o coração das pessoas, em prol do semelhante.

Sim, o Reino de Deus está entre nós. O Reino de Deus acontece quando nos deixamos guiar pelo amor, e nos colocamos a serviço do outro.

Que Deus abençoe este povo simples, que clama pela vida de Thiago. Este povo que sente compaixão, e que generosamente dá de si o que dispõe.

Que o Menino Jesus, que veio com a missão de restaurar a humanidade, adulterada pela escolha infeliz de renegar a Deus, compadeça-se da sorte do Thiago, e de tantos outros enfermos, e que neste Natal, presenteio-os com a cura e o restabelecimento da saúde, e que a experiência de dor que presenciamos, seja uma lição de vida para todos nós, e que saibamos depois, glorificar a Deus com a nossa vida, propondo-nos semear as sementes do Reino de Deus nesta terra árida, infecunda, a exemplo da comunidade de Thiago, que com certeza agradou a Deus com seu gesto bonito, de amor e de fraternidade.

Por Socorro Melo

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O PINCEL


Quero ser um instrumento na mão de Deus, decidi. Mas, que tipo de instrumento devo ser? Cada qual tem sua funcionalidade, e preciso determinar, a que me proponho, qual será a minha serventia, a minha missão.

Resolvi que quero levar alegria aonde eu for, e esperança. E penso na alegria como uma explosão de cores, e na esperança, como um verde que brilha, que sinaliza positivamente, que aconchega. Por fim, entendi que quero ser um pincel.

O pincel é um instrumento simples, quase imperceptível, nas mãos do pintor. Deixa-se envolver, é flexível, e é capaz de reproduzir na tela o talento e as emoções do artista. Em outras palavras, o pincel retrata sua alma criadora. Ele é apenas um instrumento, sem graça, sem nenhuma engenhosidade admirável, mas que serve de canal para que o autor realize a sua obra.

Ele dança por sobre as cores, na paleta, mergulha em cada uma delas, escolhendo o pigmento certo para colocar luz e beleza sobre a tela, branca e muda.

Deixa rastros em todas as direções, mistura as cores originais, e faz surgirem outras que vão dando forma à inspiração do artista. E por fim, depois da obra pronta, o artista é louvado e reverenciado, porque de fato merece, porque o talento e os atributos são seus. A obra é admirada, premiada, mas do pincel, ninguém se lembra, só o artista, que tem por ele gratidão e amor, por sabê-lo seu instrumento, o canal entre ele e a sua arte.

Eu quero ser um pincel, nas mãos de Deus, o grande Criador. E como pincel, devo ser simples, humilde, discreta, pois quem deve aparecer é o grande artista, e sua obra, não eu.

Quero espalhar sementes de paz, ao meu redor, assim como o pincel espalha as cores por sobre a tela.
Para cada pessoa que cruzar meu caminho, quero ser um sinal de amor, quero ser cor, quero restaurar as marcas do mal. Quero contribuir para dissipar as nuvens cinzentas. Quero ver de volta os sorrisos, quero ver renovadas as esperanças, e me fazer suporte para que meu semelhante cresça, confiando que vale por si, por ser parte preciosa do acervo de Deus, obra prima, singular, cada um, com suas particularidades, suas luzes, suas sombras, sua riqueza, originalidade, fruto da majestosa criação de Deus.

Sim, serei um pincel. Espalharei alegria, e darei a conhecer, com o meu serviço, com a minha vida, as obras de amor de um Deus tão maravilhoso, que me deslumbra com sua grandeza, e me faz feliz só de pensar que me ama, e que conta com o meu serviço, com a minha missão, não porque precise de mim, mas porque enquanto sirvo de pincel, vai me moldando, me transformando, e no fim, vai sorrir ante o meu enlevo, quando finalmente eu entender, que de pincel transformou-me numa pintura de inestimável valor.

Por Socorro Melo

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TI QUIM


Oi, gente!

Vou contar-lhes uma das histórias de Joaquim, a qual vocês nunca mais vão esquecer. Duvida?


Joaquim. Carinhosamente chamado pelos sobrinhos de Ti Quim. Era uma figura cômica, quando bebia, e bebia sempre. E quando bêbado, perdia a noção de tudo: do tempo, do espaço, do ridículo...

Certa feita, depois de uns “gorós” perdeu o ônibus de Muriçoca, e foi pernoitar na casa da irmã, o que comumente acontecia. É que ele morava em Muriçoca, mas trabalhava em Potó, entendeu?

Pois bem, nesta noite, Joaquim irrompeu na casa da irmã, trambecando, com o braço erguido, e os dedos, médio e indicador formando o “V” da vitória, e cantando à moda de todo bêbado que se preza, com a boca mole, e aquela lentidão peculiar, a música Negue, de Maria Betânia... Imaginem a cena: Ne... gue... se... u... A... mor... s... car... inho...

A família, da irmã, que estava reunida em torno da mesa, à hora do jantar, caiu em uníssono, numa gargalhada gostosa e profunda. Isto atiçou Joaquim ainda mais, que continuou a fazer o seu showzinho particular, todo serelepe.

Depois de alguns minutos de boas risadas, a irmã de Joaquim, serviu-lhe um prato de sopa quente, melhor, quente e fumegante... E Ti Quim, sem delonga, introduziu as primeiras colheradas na boca, ávido que estava de comer... Repentinamente, grossas lágrimas brotaram profusamente dos seus olhos... O pobre Ti Quim ficou imóvel... Estupefato... Matando na língua a desgraçada da sopa, que mais lhe parecia lava, de origem vulcânica...

Que foi Joaquim, por que choras? Perguntou a irmã. E todos que estavam na mesa, voltaram a atenção para o pobre Ti Quim, que antes era só alegria, mas que naquele instante estava sem graça, depois que a sopa quente lhe queimara a língua... Ah, mas ele se refez com uma ligeireza impressionante, e ainda vertendo lágrimas, respondeu assim: foi nada não, é que de repente me deu uma saudade de mãe... Tudo balela, nada de saudade de mãe, essa foi só uma saída pra não confirmar que chorara por causa da sopa quente, rsrs

E então, concorda comigo que todas as vezes em que for tomar uma sopinha quente, a partir de agora, vai lembrar de Ti Quim, e sentir saudades de mãe?

Por Socorro Melo

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

DIVAGAÇÕES


Sede e fome insaciáveis
É o que sinto do saber
Das coisas admiráveis
Do sentido de viver

Vasculho no pensamento
No lirismo do poeta
E no doce encantamento
Que a natureza desperta

Na rima e na melodia
No céu de estrelas crivado
Na brisa que acaricia
Procuro pelo sagrado

Persigo a arte e a beleza
Anseio sabedoria
E vislumbro na tristeza
Uma luz que se irradia

Tudo me instiga a querer
Há fome de desvendar
Há sede de entender
Onde o caminho vai dar...

Por Socorro Melo
20/11/2012