Meus amigos, e minhas amigas,
Informo que ainda não me é possível visitá-los. Estou sem computador. Vez em quando pego carona no de alguém, quando surge a oportunidade, como agora, mas, a expectativa é de que no próximo mês este problema seja solucionado. Assim espero.
Agradeço IMENSAMENTE aos que não me esqueceram, e que vêem sempre aqui prestigiar este humilde espaço com seus calorosos comentários. Gracias.
Um grande braço a todos! Paz e Bem!
quarta-feira, 24 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
ESTIVE EM CANINDÉ - CEARÁ
Três horas da manhã. Madrugada fria de dezesseis de julho. E lá fomos nós, sonolentos e animados rumo a Canindé-CE, para um encontro de fé, com São Francisco das Chagas. Enquanto o micro ônibus deslizava na pista, observávamos, nas sombras, os contornos das árvores que iam ficando para trás.
Poucas horas depois, vislumbrávamos, de nossas janelas, encantados, a aurora boreal, com sua luz dourada que, aos poucos, ia pincelando as cores e afastando as sombras da noite.
E assim, continuamos nossa jornada, cantando e nos preparando para o nosso destino.
Nos quatrocentos quilômetros de nossa viagem, tivemos um problema, e ficamos a tarde inteira, sentados na praça central de Juazeiro do Norte, aguardando a manutenção e correção do nosso transporte. Foram horas cansativas, de ansiedade, pois iam de encontro aos nossos planos. Porém, nos animamos, e às vinte horas, retomamos a nossa romaria, sob um céu estrelado e uma lua brilhante... Numa estrada solitária e inquietante. Rezamos, cantamos, sorrimos... Até que o cansaço nos venceu, e mais uma vez, sonolentos, nos recostamos nos nossos assentos em busca de repouso.
Às quatro horas da manhã, chegamos a Canindé. Nos hospedamos em Pousada simples, sem muito conforto, depois de mais de vinte e quatro horas de viagem: verdadeira peregrinação.
Dia seguinte, bem cedo, lá estávamos nós, depois de uma refeição simples, feita às pressas, no nosso quarto, a postos, para vivenciar o nosso sonho de conhecer a Basílica de São Francisco, para agradecer a Deus, que por intercessão do Santo de Assis, acolheu as nossas preces, e a de tantos peregrinos que para lá se dirigem durante todo o ano.
Canindé. Cidade pequenina. Lugar de oração. Tudo gira em torno da fé. A Basílica de São Francisco, majestosa, imponente, ergue-se no centro da cidade, e nos convida a adentrarmos. No seu interior, nos envolve uma grande paz. É como se o próprio Francisco estivesse ali nos recebendo...
Emoção. Diante do sacrário, de Jesus na Eucaristia, e da imagem de São Francisco, no altar mor da Basílica, com seu jeito humilde e doce, que nos cativa e nos atrai.
A Basílica é linda. assemelha-se às igrejas da Europa. Os vitrais, as imagens antigas, os móveis, os quadros, as pinturas... Simbologia que nos reporta ao verdadeiro sentido de nossa fé. Nossa igreja é linda, é diversificada, e eu aprendi a amá-la e respeitá-la, e a entender as expressões do sagrado nas obras de arte, criadas e inspiradas pelo povo de Deus.
Visitamos a Casa dos Milagres. Pelas imagens fotográficas, pela quantidade de peças retratando partes do corpo humano, imagens fortes, pelas mensagens de agradecimentos, conhecemos a dor do povo, mas também a fé, e especialmente a vitória, o acolhimento divino, expressados nos ex-votos... Lindo!
Fomos ao Zoológico de São Francisco, um ambiente agradável, arborizado, bem cuidado, e com muitos animais, entre eles: Leões, Tigres, Ema, Cutia, Porco do Mato, Cobras, Araras coloridas, Macacos, etc.
O Museu, que fica próximo ao Zoo, é uma viagem pelo passado. Quantos objetos, sacros ou não, móveis, máquinas, artigos indígenas, moedas, armas, utensílios domésticos, instrumentos musicais, esculturas em madeira, mármore, etc., nos fascinam à medida que tentamos imaginar a realidade dos tempos idos de suas utilidades...
Perambular no centro de Canindé, tentando encontrar um souvenir que se pareça com cada um dos nossos amigos queridos, é outra aventura sem par...
A cidade oferece uma boa estrutura, para receber os peregrinos. Quem não pode pagar hospedagem, pode ficar nos abrigos, bem estruturados, que a cidade dispõe, para acolher os romeiros.
A maior estátua de São Francisco, com mais de 30 metros, vela pela cidade, de certo ponto, com suas mãos estendidas, chagadas, abençoando quem lá chega, com o coração aberto e movido pela fé.
Canindé, a nossa Assis latina. Maior peregrinação franciscana, depois de Assisi-Itália. Um celeiro de bênçãos, um lugar onde podemos refletir sobre nós mesmos, a quanto anda a nossa humildade. No encontro com os romeiros de São Francisco, os pagadores de promessas, com seus hábitos meio desengonçados, velhos, crianças e jovens, todos felizes por estarem ali, assim como fui eu, agradecer por uma (entre tantas) graça recebida, percebemos o rosto de Cristo, o Cristo presente, que sofre, mas que espera,na misericordiosa bondade de Deus, que tudo pode, e que aos humildes cumula de bênçãos. Obrigada, Senhor, pela minha vida, pela minha saúde, minha família, meu trabalho, e todos os benefícios que me dispensas. Obrigada, meu Pai Seráfico, São Francisco das Chagas, de Assis, dos pobres, dos necessitados... Obrigada porque fui a Canindé, e lá encontrei singeleza e beleza, como tudo que é próprio de Deus.
Conheça você também, e veja pela sua própria ótica, Canindé.
Paz e Bem a todos que por aqui passarem!
quinta-feira, 20 de junho de 2013
SONHO DE RESSURREIÇÃO
Diante do trono, da real Majestade
Ricamente adornado... Eu vi uma luz
E um anjo a cantar, melodias suaves
Ao Nome do Rei, o excelso Jesus
Beleza tão grande, jamais pude ver
Vi campos dourados, vi mananciais
Vi brotando a vida no amanhecer
Pois o Criador não se cansa jamais
Estrelas brilhantes, e noites de lua
Jardins carregados das flores mais belas
Semblantes felizes, e paz pelas ruas
Ausência de guardas e de sentinelas
Senti um aroma meio adocicado
E uma brisa leve minha pele roçou
Era tanta a beleza... Fiquei deslumbrado
E a iminente chegada, alguém anunciou:
Eis que vos chega, o grande Senhor!
E um forte alarido foi notificado
Diante do trono se ouviu o louvor
Àquele que vive, ao ressuscitado!
Um gozo indizível minh’alma sentiu
Ao ver tanta glória e tanto esplendor
Pôs os olhos em mim, e sereno sorriu:
Só então compreendi, a excelência do amor.
Não acreditei que fosse pra mim
Tão doce sorriso, tamanha atenção
Mas pelo meu nome, chamou-me, enfim
Eu, dentre tantos, na multidão...
Socorro Melo
sábado, 8 de junho de 2013
MOMENTO POÉTICO
ESTRANHA DOR
Invadiu-me sutilmente
Uma estranha e imensa dor
Talvez se chamasse mágoa
Ressentimento ou rancor...
Instalou-se na minh’alma
No recanto mais profundo
E espalhou agonia
Descolorindo meu mundo
Desfez a minha alegria
Oprimiu meu coração
Perdi a paz, a energia...
Enchi-me de solidão
A dor cruel e malvada
Que causou tanta aflição
Só foi um dia, sanada:
Pela força do perdão.
Por Socorro Melo
sexta-feira, 17 de maio de 2013
A FESTA DA PROFESSORA
Ah, que saudade do meu cantinho, e dos meus amigos! Como me fazem falta!
Meus queridos amigos e minhas queridas amigas, paz e bem a todos!
Sintam-se abraçados pelo carinho da minha amizade...
Deixo-vos uma história, baseada em fato real, que muito me emociona, e que tanto me ensinou.
A FESTA DA PROFESSORA
Nunca me sentira tão
humilhado. Eu era só uma criança, e nem sabia o que era, de fato, humilhação,
mas, sentia algo ruim, que me deixava triste, impotente, inquieto e ansioso...
E aquilo me incomodava.
Interceptei a
professora no corredor, quando ela dirigia-se á sala de aula:
- Professora!
Ela se voltou e parou
para me escutar.
- Quero dar-lhe os
parabéns pelo seu dia. Eu gosto muito da senhora.
Sorrindo ela agradeceu
e afagou-me os cabelos. Com a mão conduziu-me à sala de aula, mas eu parei e
disse que não podia ir.
- Por que não Severo? –
Perguntou.
Eu tentei inventar uma
história, mas, com nove anos, e acostumado a dizer a verdade, acabei
confessando:
- É que hoje, a turma
vai dar-lhe uma festa, em comemoração ao dia do Professor.
- E você não quer
participar?
- Bem, querer eu até
quero, mas não posso.
- E por que não? - Perguntou
interessada.
- É que eu não pude dar
a minha contribuição para a festa. Coube-me trazer um quilo de açúcar, mas,
minha mãe me disse que não podia disponibilizar toda essa quantia, pois, faria
falta em casa. Por isso os colegas não
me deixaram entrar na sala, para a festa. E eu a aguardei no corredor, para lhe
parabenizar.
A professora olhou-me
terna e longamente, enxugou algumas lágrimas que surgiram repentinamente dos
seus olhos, deu um sorriso, e perguntou:
- A festa é pra mim?
- É – Respondi.
- Então venha comigo.
- Obrigada professora,
mas, não posso. Não me deixarão entrar.
- Venha comigo Severo,
disse ela, pois se não deixarem você entrar, eu também não entro.
E guiou-me pelo
corredor em direção à sala...
Eunice era o seu nome.
Nome de anjo. Será mesmo que existe algum anjo chamado Eunice? Bem, pra mim ela
era um anjo sim, e isso bastava. Sabia da minha precária condição financeira, e
de outros tantos colegas. Talvez por eu ser espirituoso, alegre, brincalhão,
mas acima de tudo dedicado aos estudos, ela me tinha grande estima. Sempre me
presenteava com lápis, borrachas, cadernos, e até livros... Curioso é que esses
presentes normalmente chegavam quando o meu material estava se findando. Eu
entendia, na ocasião, que ela lia meus pensamentos, e por isso sabia das minhas
necessidades. Não alcançava a idéia de que a maturidade e as experiências da
vida trazem sabedoria.
Entramos na sala, eu e
a professora, de cabeça erguida. Na verdade só ela estava de cabeça erguida,
pois eu estava cabisbaixo, esperando o momento de ser enxotado da sala, o que
não aconteceu. Os colegas apenas riram e disseram que eu era “peixinho”
da professora.
A festa ocorreu em
clima de alegria, e a professora aproveitou o momento para nos contar uma
história. Essa história enaltecia a grandeza da acolhida, e principalmente, a da
partilha sincera, da superação do egoísmo. Falou-nos de solidariedade.
Agradeceu a homenagem e ficou ali, conosco, degustando os doces e salgados que
foram feitos tão carinhosamente para ela..
Devorei suas palavras
como se fosse um manjar, e a admirei ainda mais, pois, naquele momento, ela
incutiu na minha mente e no meu coração, que o meu valor como pessoa humana
consiste no que eu era e não no que eu tinha.
O seu gesto de amor
dissipou a humilhação que eu sentira, e ensinou-nos a grandeza do amor ao
próximo. Àqueles que antes me impediram de entrar, vieram ao meu encontro, e me
pediram perdão. Perdoei facilmente, como toda criança. Entanto, nunca me
esqueci desse episódio de minha vida.
Muitos anos se
passaram: trinta anos... Talvez mais. E hoje, eu a encontrei na rua. Caminhando
a passos lentos, mas firmes, elegantes. Os cabelos já totalmente brancos, conferindo-lhe
um ar de sabedoria. E dirigiu-me o mesmo olhar de ternura, e o mesmo sorriso, próprio
daqueles que sabem amar. Fiquei emocionado, quando a abracei. E fiquei a pensar
em como é grandiosa a missão do educador, pois, além da transmissão do
conhecimento, tem a oportunidade de auxiliar na formação do caráter do
educando, na elevação da sua auto-estima, repassando a primordial assertiva, do
valor da pessoa humana.
Eunice... Será mesmo
nome de anjo? Talvez...
sábado, 2 de fevereiro de 2013
ATÉ LOGO!
Olá, amigos e seguidores!
Finalmente pude vir aqui,
justificar o meu sumiço. A minha prolongada ausência deu-se por muitos motivos,
menos por falta de vontade, de interagir com vocês, pois, este “convívio” me é
agradável por demais.
Estimo que ficarei ainda por algum
tempo sem possibilidades de interagir com vocês, porém, assim que puder, eu
volto.
Não se trata de uma despedida, mas de um até logo. Mesmo
assim quero vos dizer que aprendi muito com o que cada um dos meus amigos, e
seguidores, contribuiu para com o meu crescimento, nesta troca saudável de informações e sentimentos.
Agradeço a cada um em especial, por prestigiar o meu humilde espaço, e torná-lo
mais atraente, com os comentários carinhosos e inteligentes.
Acresci à minha Agenda, já em
2012, alguns compromissos significativos, e que demandam um tempo considerável,
e que por esta razão, não disponho mais de tempo livre, visto que o que me
sobra é para as atividades domésticas (risos), e para completar, estou sem
computador. Entanto, digo-lhes que nunca estive tão satisfeita em minha vida,
pois, estes compromissos novos justificam qualquer cansaço, e consiste na
realização de projetos bem antigos, que finalmente Deus me chamou a executar.
Eu vou, mas eu volto, assim que puder...
Fiquem com Deus!
Paz e Bem!
"Eu segurei muitas coisas em minhas mãos e eu as perdi; mas
tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo." (Martin Luther King)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
FELIZ 2013 PARA TODOS NÓS!
Fechei para Balanço, literalmente. Para quem não sabe, trabalho na atividade contábil, e fim de ano é tempo de prestação de contas, e de planejamentos para o exercício vindouro.
Dias movimentados, de intenso trabalho, de análises, de ajustes, de vigilância, para que o próximo período se inicie retratando a realidade de forma fidedigna.
Mas, pude reservar tempo para minha reflexão pessoal, e descobri, mais uma vez, o quanto tenho que agradecer.
Sou grata a Deus pelo dom da minha vida, porque me amou, me criou, e me mantém sob a sua proteção, dispensando-me cuidados tão especiais.
Sou grata porque posso ver a beleza da criação: o céu estrelado, os raios dourados de um sol poente, ou a luz da aurora que dissipa as trevas da noite...
Porque posso ouvir os sons da vida, desde a mais bela sinfonia até o canto singelo dos pardais que sobrevoam a minha casa.
Porque sinto o aroma das flores e das ervas...
Porque sinto o calor do sol, o frio nas noites de inverno, e o abraço fraterno daqueles que tanto amo...
Porque posso andar, pelo ar que respiro, e pelas batidas ritmadas e regulares do meu coração...
Porque como com gosto os alimentos, e sinto os sabores dos frutos da terra...
Porque sou feliz, e me considero amada por Deus...
Pela riqueza maior, meu grande tesouro, a minha fé, que me garante a paz interior e a esperança numa vida melhor...
Enfim, no Balanço da minha existência, percebo que a diferença entre os meus ganhos e perdas, mais uma vez, me proporcionaram lucros, representados pela minha alegria e ânimo de viver, pelos meus projetos e realizações, e pela certeza de que fiz a melhor escolha da minha vida: amar a Deus sobre todas as coisas...
FELIZ ANO NOVO PARA TODOS OS MEUS AMIGOS!
Que as bênçãos de Deus sejam derramadas incessantemente sobre todos nós, e que 2013 nos presentei com decisões mais firmes e atitudes mais justas e condizentes com a vontade Dele, para que sejamos, de fato, felizes.
Um grande abraço
Socorro Melo
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO

Um dia, quando Francisco andava no Bosque de Grécio, viu uma gruta que lhe pareceu muito semelhante com aquela em que Jesus nasceu. E veio-lhe a idéia de usá-la para representar ao vivo o acontecimento do Natal. Contou a idéia a certo senhor, chamado João Velita, o qual o ajudou a preparar a gruta: levou para lá um boi e um burrinho e encheu o cocho de feno. Os camponeses e os pastores do vale e das regiões próximas dirigiam-se à gruta, na noite de Natal, com fachos acesos e cantando canções de pastores. À meia-noite foi celebrada a santa missa. Os frades, vindos até de lugares afastados, faziam uma coroa ao redor do altar. Depois do Evangelho, o santo falou aos fiéis sobre o grande mistério do nascimento de Jesus. Era tão grande a alegria que experimentava em seu coração que, quando pronunciava o nome de Jesus, lambia os lábios, e quando pronunciava a palavra Belém a sua voz parecia a fala de um anjo. Aquela noite foi, realmente, uma noite do paraíso.
Imagem do Google.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
SIM, O REINO ESTÁ ENTRE NÓS...
Jesus dizia: o Reino de Deus já está entre vós... E eu pude vislumbrar, há poucos dias, as luzes desse Reino, num caso real, que ainda está acontecendo, e que muito me tocou:
Thiago, com apenas 26 anos, depois de um período de investigação, se descobriu portador de câncer.
Sempre foi um jovem alegre, comunicativo, e amigo de todos...
Para cuidar da saúde, precisava se deslocar de sua cidadezinha. E isso ia demandar recursos, coisa que Thiago não tinha.
A dor e o sofrimento envolveram a família de Thiago, e, além disso, ainda existia a preocupação de como custear o tratamento, as viagens, e toda a demanda que estava por vir.
Ele sempre viveu num pequeno povoado, de gente simples, de vida simples, mas que quando soube do seu problema, voluntariamente se uniu, e se articulou em campanhas para ajudá-lo a enfrentar o poderoso inimigo. Ninguém pediu nada, mas, foi impressionante a movimentação em torno da causa, e o apoio sem medidas que os amigos e conhecidos prestaram a Thiago. E estão prestando. Uniram-se também em oração, e clamam a Deus incessantemente pela vida do amigo.
Quem viu de perto as campanhas, a movimentação, por certo se emocionou. E nós, que cremos em Deus, nos fortalecemos ainda mais na nossa fé, quando vislumbramos o amor movendo o coração das pessoas, em prol do semelhante.
Sim, o Reino de Deus está entre nós. O Reino de Deus acontece quando nos deixamos guiar pelo amor, e nos colocamos a serviço do outro.
Que Deus abençoe este povo simples, que clama pela vida de Thiago. Este povo que sente compaixão, e que generosamente dá de si o que dispõe.
Que o Menino Jesus, que veio com a missão de restaurar a humanidade, adulterada pela escolha infeliz de renegar a Deus, compadeça-se da sorte do Thiago, e de tantos outros enfermos, e que neste Natal, presenteio-os com a cura e o restabelecimento da saúde, e que a experiência de dor que presenciamos, seja uma lição de vida para todos nós, e que saibamos depois, glorificar a Deus com a nossa vida, propondo-nos semear as sementes do Reino de Deus nesta terra árida, infecunda, a exemplo da comunidade de Thiago, que com certeza agradou a Deus com seu gesto bonito, de amor e de fraternidade.
Por Socorro Melo
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O PINCEL
Quero ser um instrumento na mão de Deus, decidi. Mas, que tipo de instrumento devo ser? Cada qual tem sua funcionalidade, e preciso determinar, a que me proponho, qual será a minha serventia, a minha missão.
Resolvi que quero levar alegria aonde eu for, e esperança. E penso na alegria como uma explosão de cores, e na esperança, como um verde que brilha, que sinaliza positivamente, que aconchega. Por fim, entendi que quero ser um pincel.
O pincel é um instrumento simples, quase imperceptível, nas mãos do pintor. Deixa-se envolver, é flexível, e é capaz de reproduzir na tela o talento e as emoções do artista. Em outras palavras, o pincel retrata sua alma criadora. Ele é apenas um instrumento, sem graça, sem nenhuma engenhosidade admirável, mas que serve de canal para que o autor realize a sua obra.
Ele dança por sobre as cores, na paleta, mergulha em cada uma delas, escolhendo o pigmento certo para colocar luz e beleza sobre a tela, branca e muda.
Deixa rastros em todas as direções, mistura as cores originais, e faz surgirem outras que vão dando forma à inspiração do artista. E por fim, depois da obra pronta, o artista é louvado e reverenciado, porque de fato merece, porque o talento e os atributos são seus. A obra é admirada, premiada, mas do pincel, ninguém se lembra, só o artista, que tem por ele gratidão e amor, por sabê-lo seu instrumento, o canal entre ele e a sua arte.
Eu quero ser um pincel, nas mãos de Deus, o grande Criador. E como pincel, devo ser simples, humilde, discreta, pois quem deve aparecer é o grande artista, e sua obra, não eu.
Quero espalhar sementes de paz, ao meu redor, assim como o pincel espalha as cores por sobre a tela.
Para cada pessoa que cruzar meu caminho, quero ser um sinal de amor, quero ser cor, quero restaurar as marcas do mal. Quero contribuir para dissipar as nuvens cinzentas. Quero ver de volta os sorrisos, quero ver renovadas as esperanças, e me fazer suporte para que meu semelhante cresça, confiando que vale por si, por ser parte preciosa do acervo de Deus, obra prima, singular, cada um, com suas particularidades, suas luzes, suas sombras, sua riqueza, originalidade, fruto da majestosa criação de Deus.
Sim, serei um pincel. Espalharei alegria, e darei a conhecer, com o meu serviço, com a minha vida, as obras de amor de um Deus tão maravilhoso, que me deslumbra com sua grandeza, e me faz feliz só de pensar que me ama, e que conta com o meu serviço, com a minha missão, não porque precise de mim, mas porque enquanto sirvo de pincel, vai me moldando, me transformando, e no fim, vai sorrir ante o meu enlevo, quando finalmente eu entender, que de pincel transformou-me numa pintura de inestimável valor.
Por Socorro Melo
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