Pegadas de Jesus

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

BLOGAGEM COLETIVA: SENTIMENTOS E EMOÇÕES - RAIVA/ÓDIO


Imagem da Net

RAIVA E ÓDIO
Da pesquisa que fiz, aprendi que raiva é uma emoção, por ser mais amena e ódio é um sentimento, por ser mais intenso. Ambos são sentidos quando nos confrontamos com injustiças, indignação e contrariedades de toda sorte, e se manifestam como sinal de protesto.

Médicos e especialistas declaram que sentimentos e emoções violentos, como raiva e ódio, são prejudiciais à saúde, uma vez que causam alguns distúrbios de função e lesões, e são responsáveis por doenças nervosas e do trato intestinal, entre outras.

Em crises de raiva e ódio, o organismo despende grande quantidade de energia, e há um transtorno que é perceptível no semblante duro e impassível do raivoso, nas narinas afrontadas e nos olhos que adquirem uma expressão animalesca, por vezes assustadora, e todo corpo sente o desequilíbrio.

A raiva é entendida também como um instinto natural de defesa. E neste caso pode até ser benéfica, pois, propicia uma coragem súbita que permite o enfrentamento de adversidades de forma enérgica, firme e implacável, quando há situações de riscos e injustiças.

A raiva e o ódio liberam a fera que existe em nós. Nos arrebatam, nos cegam, e em estado raivoso ficamos desprovidos do controle de nossas emoções, podendo nos tornar agressivos, cruéis e desumanos.

Eu sou muito suscetível a raiva, e me incomodo demais por isso, pois, ante a menor contrariedade, num impulso repentino, sinto-me perder as rédeas. Nesses momentos esbravejo, esperneio, e depois me martirizo, pois, como é um sentimento violento e de fúria, nos minimiza a razão e nos devasta, e só após a retomada do controle tomamos consciência do estrago que nos proporciona.

Comigo acontece uma coisa curiosa: meus ataques de raiva, normalmente, são por contrariedades com situações e não com pessoas propriamente. Diante dos fatos, impulsivamente, me descontrolo, reclamo, falo, ameaço (sozinha). Depois, passo horas sofrendo e me culpando porque não analisei o problema calmamente. Na maioria das vezes, resolvo, posteriormente, com facilidade. Sintetizando: sofrimento desnecessário, doideira mesmo.

Quando a contrariedade envolve pessoas, instintivamente, sou mais cuidadosa. Apesar de me sentir mal com a situação, procuro resolver com diplomacia, sem me indispor com ninguém, mas, sendo bem enérgica.

Meu grande pecado é que quando trata-se de pessoas da família, pela intimidade e liberdade que temos, quando contrariada, solto o verbo, digo o que devo e o que não devo, às vezes sendo até ofensiva, e depois amargo minha imprudência. Porém, quando recobro o controle das emoções, peço desculpas, com palavras e atitudes também. Quanto ao ódio, já senti sim algo intenso, e que deixou mágoas, mas, é caso passado
.

A boa notícia é que existe remédio: recomenda-se overdoses diárias de perdão, amor e reconciliação diariamente, por toda vida. A cura é garantida ponto final
Blogagem coletiva proposta pela Glorinha do http://cafecomglorinha.blogspot.com/

24 comentários:

Tati Pastorello disse...

Ops, acho que meu texto caiu no blog errado! heheh
Sabe, esta que você descreveu como você, sou EU!
Infelizmente, por que não gosto nada de ser assim, mas sou tanto... Eu peço desculpas, mas depois já oi, né? Minha mãe fala que eu sei ferir fundo, que digo palavras que machucam demais. Com raiva digo aquilo que sei da alma da pessoa, mas pondero sem raiva. Tenho tentado me controlar mais, de modo geral, tenho conseguido!
Beijos.

Chica disse...

Muito boa participação e todos temos pequenos acessos dela,nos provocam,né? Mas passa...beijos,chica

Nilce disse...

Oi, Socorro

Parece até que você me descreveu, menina.
Mas estes nossos ataquinhos diários de raiva, nos são perceptíveis e de fácil controle.
Também brigo muito comigo mesma e sem pensar. Só depois descubro que a calma poderia ter me ajudado.
Somos assim.
Hoje, eu consegui ter coragem para expor uma, que considero a pior, fase da minha vida.
Mas, como você mesma diz, já passou.

Adorei a sua postagem!

Bjs no coração!

Nilce

diariodumapsi disse...

A raiva faz parte da vida da gente, afinal de contas, não temos apenas sentimentos bons, somos humanos!
Assim como você, sinto raiva mUUUitas vezes!
Gd beijo

Isadora disse...

Ih, mais um post em que me vejo. Sem tirar nem por. Isso me faz acreditar que sou praticamente normal. Alguns são mais sucetíveis a raiva do que outros. Alguns são mais impulsivos do que outros, mas a garnde sabedoria está em conseguirmos domar a fera que temos dentro de nós e agirmos com mais calma. Será que tem alguém vendendo por aí?
Um beijinho

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Eu tenho tentado me controlar mais. acho que avancei bastante nesse quesito. A gente solta os cachorros, como vc disse, nas pessoas q temos mais intimidade.

O perdão é o sabão que lava a raiva.
E muito amor tb.
Adorei seu texto, bom dia

Manuela Freitas disse...

Queridissima amiga,
Estou absolutamente de acordo com tudo que escreveste, a vida é uma luta com nossas emoções e sentimentos, por vezes perdemos o controle e concluimos que nada beneficiamos com isso.
Beijinhos,
Manú

Crica Viegas disse...

Vamos todas pra terapia com Alice?
Nem que seja pra gritar
rssrsrrss
Eu sou assim como vc, pavio curtíssimo com certas coisas.
Adoreiiii seu comentário no meu post e adorei o seu texto!

Mônica - Sacerdotisa da Deusa disse...

Oi flor!
Muito obrigada pelo seu carinho viu? Adoro!
Amei seu post, realmente a raiva envenena, traz doenças e tira a gente do sério urghhh rs.
Mas goistei tanto da forma como resumiu tudo no final. Muito lindo...perdão, amor, reconciliação, muito sábia e coerente.
Beijinhos florzinha.

Flores e Luz.

Leci Irene disse...

Menina! Algo temos em comum neste sentimento! hehe....

Astrid Annabelle disse...

Olá Socorro! Boa tarde!
Muito bom o seu texto e verdadeiro. Somos humanos e todos passamos por isso em menor ou maior grau.
Pessoalmente nunca fui muito ofensiva...mas, por outro lado sofri as conseqüências de engolir sapos. Detesto manifestações de raiva...detesto a a raiva, por ter vivido anos com o meu marido que era um poço de raiva...qualquer coisinha pronto já esbravejava!
Mas tudo já passou. Hoje dificilmente conseguem me tirar do sério. Afinal quando envelhecemos adquirimos uma maturidade muito boa em certos aspectos.
Belíssima participação a sua e finalizou com excelência:
"...overdoses diárias de perdão, amor e reconciliação diariamente, por toda vida. A cura é garantida ponto final."
Maravilha!
Beijo grande e agradecido por seu comentário lá em casa!
Astrid Annabelle

Glorinha L de Lion disse...

Tb sou assim Socorro. quando vi, já falei tudo...e sou assim com gente! Já melhorei bastante. O bom é que depois abraço, beijo e esqueço. Ainda bem né? obrigada beijos.

Lúcia Soares disse...

Socorro, o jeito é saber dosar a raiva, pra que soframos menos.
Todos temos momentos de raiva, a vida leva-nos a isso. Mas podemos diminuir a intensidade dela. Eu conegui, com o tempo.
Mas tenho recaídas...rsrsr
Só que se acabo explodindo, depois me sinto tão mal, que prefiro não explodir, entende?
Adorei seu texto.
Beijos!

disse...

Olá Socorro!!! Obrigada pela visita lá no Blog. Seu texto reflete muita normalidade, naturalidade e o melhor de tudo é que você parece que tem as perguntas e também as respostas. O perdão que você toca, é tão necessário, principalmente como ponte para a harmonia. Vou voltar!!!Bjosss

orvalho do ceu disse...

Olá, Socorro
Começar o sábado ouvindo falar de "overdose de perdão" e muito salutar... Ninguém usou essa expressão na Blogagem. Parabéns!
Tomamos overdose de tanta coisa que não presta: chocolate, por exemplo... (em meu caso).
A injustiça não tem quem não se aflija, não é mesmo?
Cheguei mesmo a conclusão que a raiva é uma expressão bem animalesca, com vc muito bem disse... por isso os animais são vacinados... será como que para lembrar-nos que para nós o perdão é o suficiente...
Ótimo fim de semana e cheio de paz interior.
Abraços fraternos

ELA disse...

"Diplomacia". Muito bem, Socorro. Muito bem. Obrigada por nos lembrar dessa palavra. Ler blogues é isso também, receber uns toques.

Apreciei sua maneira de resolver o assunto quando envolve pessoas. Tem que ser assim. Não dá pra distribuir tapas verbais por aí de graça, não é? Ainda mais sabendo que eles voltam pra nós que nem boomerangs!

Diplomacia é um bom conselho. Taí, gostei.

Um grande abraço e obrigada pelo comentário atencioso e generoso.

Michelle Siqueira

Sonia Beth disse...

Socorro, voce aborda um aspecto muito legal: a sensação de mal estar e de culpa que sucede a raiva. É isto aí...

beijinhos

Macá disse...

Socorro
Em primeiro lugar, desculpe por estar vindo aqui só agora.
E segundo pra dizer que sou parecida com você quando se trata de raiva pra coisas. Agora, quando sinto raiva por alguém da família, penso bem e penso muito antes de tomar qualquer atutude. Não saio falando o que me vem à cabeça não. E eu acho que tem sido melhor assim.
um beijo

Liza Souza disse...

Socorro, também me senti descrita pelo seu post. Sentir raiva nao eh uma coisa que a gente deseja, mas infelizmente esse sentimento também faz parte da natureza humana e nao temos como evitar. Claro que a maturidade nos ensina a ponderar e a controlá-lo. O mais importante eh nao descontar o que sentimos nas outras pessoas e isso voce já conseguiu. Voce terminou o texto de uma forma muito parecida comigo. Também nao vejo outro remédio para a raiva que nao seja o perdao.
Beijos

Jorge disse...

Acredito que o verdadeiro remédio é o auto-perdão. Se não assim não for, como vamos perdoar alguém se sabemos nem perdoar a nós mesmos, não é?

Minha amiga, beijo de luz em teu coração!!
Uma excelente semana!!!

Daniele O disse...

Oi!
Podemos dizer que antes ter raiva era um instinto... Mas hoje, porque fazer guerra se temos a Paz, mas sei que os erros são necessários muitas vezes para que se façam os acertos!
Temos que ter muito controle emocional não é mesmo?
Bjs
Ser Estranho Ser!

Meru Sâmi disse...

Oi, Socorro,
Só hoje venho aqui ler seu post; ando sobrecarregada, mas...
O último parágrafo do seu texto diz tudo o que é importante nisso tudo; tem cura, basta-nôs antes de mais nada uma overdose de vontade, não é?
Bacana a forma como você expôs o assunto.

Beijos.

Amica Philosophiae disse...

Oi socorro,
Eu tb sou assim, sinto raiva e fico ruminando sozinha aquilo tudo que estou sentindo, depois é que vou refletir e me arrepender e me culpar etc...É horrível pq me dá enxaqueca! Ou seja, só faz mal a mim mesma.
um grande bjo

Gina disse...

Socorro,
Vocêjá deu todas as soluções no final. O negócio é realmente livrar-se desse sentimento, não deixando que ganhe espaço demasiado dentro de nós.
Boa semana!