Pegadas de Jesus

Pegadas de Jesus

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

DEVASTAÇÃO


Imagem do Google


O vento gelado num dia cinzento carrega o clamor.

Na mata fechada, da serra cortante, se ouve o alarido...

E das árvores tombadas, em meio à clareira se ouve o gemido...

E o vento uivante e a mata ferida se prostram de dor.



As chamas ardentes, vermelhas e quentes, que lambem a floresta...

Machucam a terra, espalham fumaça... E queimam por dentro...

O solo tisnado, de cinza se pinta, num grande lamento.

E a vida nativa, faminta, queimada, agora é funesta...



O fumo e o lixo se entulham nas águas, que desolação!

E de tão poluídas se privam as fontes, da sua beleza...

Os rios sucumbem, e carregam nos leitos tamanha impureza...

Oh quanta imundície, que fato tão triste, a destruição!



São somente vítimas, desse descalabro, os seres humanos?

Ou são os agentes, que pela ganância, se tornam insanos?


Por Socorro Melo

6 comentários:

✿ chica disse...

Essas cenas tristes infelizmente se repetem...Até quando! beijos e um lindo fds,chica

pensandoemfamilia disse...

Tanta d estruição, Eu me pergunto, para que???
bjs

Gina disse...

Até uma temática tão triste se torna encantadora contada desse jeito!
Bjs.

Néia Lambert disse...

Socorro, gosto da forma como você compõe, hoje esse poema é um forte grito em prol da natureza que morre a olhos vistos.

Bom fim de semana, beijos.

manuel marques disse...

Tudo o resto é quase nada: um mundo devastado.

Bravo.

Abraço.

Misturação - Ana Karla disse...

Penso que todos tem sua parcela de culpa, quando procuramos.
As autoridades que pouco fazem e a grande população que também não colaboram.
Socorro,aproveito para desejar-lhe um ótimo Natal e que o novo ano seja de grandes prosperidades pra você e os seus.
Xeros