Pegadas de Jesus

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sábado, 21 de janeiro de 2017

DOIS CORAÇÕES

Da Net

´"Eu guardo em mim
dois corações
um que é do mar
um das paixões
um canto doce
um cheiro de tem...poral
eu guardo em mim
um deus, um louco, um santo
um bem e um mal
eu guardo em mim
tantas canções
de tanto mar
tantas manhãs
encanto doce
o cheiro de um vendaval
guardo em mim
o deus, o louco, o santo
o bem, o mal…” Danilo Caymi



Eu não conhecia essa canção do Danilo Caymi, até poucos dias. E quando a ouvi me pus a refletir. De fato, todos  guardamos dois corações,  e todos somos deuses, loucos ou santos em determinados momentos de nossas vidas.

Nós somos uma dualidade. Nós temos além desse corpo físico um ser interior que nos define. Um ser que pensa inteligentemente, que tem suas opções preferenciais, que tem vontades, desejos, que sabe argumentar, que toma decisões, que faz escolhas, que tem atitudes, que participa, que se retrai, um ser feito de razão e de emoção. Um ser livre.

E com essa liberdade que nos é dada, vamos construindo nossa história, edificando nossa vida, abrindo e fechando caminhos. E é grande a nossa responsabilidade na escolha de nossas preferências, pois, elas podem nos render tanto uma vida de sucesso quanto de amarguras e decepções.

Viver é um engenho, é uma arte. Precisamos nos munir de todo talento, de toda capacidade, de muita criatividade e bom humor para  levar adiante essa construção de forma desejável.

Não se pode perder um minuto na vida. Tudo conta a nosso favor ou contra nós. O que fazemos hoje tem reflexo na nossa vida amanhã. Podemos acertar ou errar, seja o que for, vamos colher os frutos do que plantamos.

Mas, podemos folgar com a certeza de que errando, podemos corrigir e dar um novo rumo à construção, basta que nos conscientizemos daquilo que  é realmente  o objetivo a ser atingido.

E quantas vezes damos murros em ponta de facas. E agimos de forma egoísta, como loucos, desrespeitando o espaço e a dignidade dos outros, querendo nos impor ou impondo nossas ideias e interesses.

E somos obrigados a juntar os cacos do nosso coração, que por vezes, ainda altivo, não aprende a lição. E são tantos os disparates, conforme o tamanho da insensatez.

Alimentamos o santo quando adotamos uma forma altruísta de viver. Quando enxergamos que além de nós existem mais. Quando somos capazes de nos ignorar, para  atender a necessidade de outro que é mais urgente, sem medir esforços e sem impor condições, quando deixamos aflorar sentimentos e virtudes nobres, como a generosidade, a compaixão, o acolhimento, o desapego, que aos olhos de muitos pode parecer loucura ou utopia, mas, que nos garante uma felicidade ímpar que nenhum bem material pode compensar.

Todavia, quando nos sentimos deuses, e sabemos que guardamos em nós essa possibilidade, atingimos o cúmulo da idiotice. O orgulho e a soberba nos levam a entender que somos superiores aos demais, mais dotados, mais expertos, mais agraciados, mais merecedores e por fim, acreditamos nisso.

E nos comportamos como rolos compressores, cegos e violentos, passando por cima de qualquer que venha ameaçar a nossa posição.

Todas essas possibilidades estão guardadas nos dois corações. Um guarda a doçura, o outro o fel. Um guarda o amor desinteressado, o outro as paixões desordenadas. Um guarda a felicidade o outro a desventura.

E tudo depende de nossas escolhas. A partir da mais ínfima. A vida é o que nós decidimos fazer dela. Para isso fomos presenteados com a liberdade. Porém, temos que compreender que vamos responder, cedo ou tarde,  pelo uso dessa liberdade.

O coração que é alimentado é aquele que vai se sobressair.  Priorizemos o coração que é leve, que não tem amarras, que guarda a simplicidade, que guarda o mar, o encanto doce, àquele que tem olhos e que enxerga mais longe, além do horizonte.

Por Socorro Melo


4 comentários:

Roselia Bezerra disse...

Boa Noite, querida amiga Socorro!
Hoje, eu conversei muito com uma amiga que saiu do virtual sobre esse tema...
Estou começando o 2017 muito serena por relevar muita coisa e não querer ter razão pois os ingratos nunca nos darão... rs...
Excelente postagem!
Bjm muito fraterno

✿ chica disse...

Foi bom relembrar essa canção e ela realmente nos faz pensar nessa dualidade! Bela reflexão! bjs praianos,chica

Elvira Carvalho disse...

Eu não conheço a canção. Mas o seu texto é muito bom. A vida é feita de escolhas e nem sempre fazemos as melhores. Mas também é errando que se aprende.
Um abraço e uma boa semana

Toninho disse...

Pois é Socorro, esta canção é muito linda do Danilo, neste olhar para o mar como o proprio Pai sempre nos encantou. Várias cantora interpretaram esta canção tão linda e voce deu um show de analise sobre a composição.
São dois os corações e havemos de saber a qual valorizar e assim construir nossos caminhos de paz,amor e leveza.
Gostei.
Abraços com carinho.