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Pé ante
pé eu busco o meu refúgio.
O sol
ainda nem despontou, nem se ouve o canto dos passarinhos.
O
silêncio reina poderoso.
E aqui
estou, para o nosso encontro, amado de minha alma, ainda sonolenta, na
penumbra.
Sento-me
e aguardo.
Fecho os
olhos. Respiro.
Uma
leveza me domina
Chamo o
teu nome, repetidas vezes, e me deixo ficar, esquecida de mim .
Por vezes,
um turbilhão de pensamentos me assaltam. Mas eu insisto em te chamar.
E eu
respiro, e te chamo. Respiro, e te chamo. Respiro, e te chamo.
Não há
mais nada à minha volta. Tudo é silêncio. Vazio.
Uma
fagulha estala dentro de mim. E vou seguindo, e chamando.
Vou
viajando, viajando, para dentro do meu ser
Respiro,
e te chamo. Respiro, e te chamo.
E sinto a
tua presença, o teu cheiro
Lá fora
uma luz tênue se derrama. Amanhece.
E cá
dentro se acende uma chama. Eu te alcanço.
Por
Socorro Melo
“Não te sintas abandonado, porque
sempre estou contigo
Não te deixarei, não posso te
deixar, porque és minha criação e meu produto, minha filha, meu filho, meu
propósito, e Eu mesmo…
Portanto, me chame, onde e quando
você estiver separado da parte que EU SOU, e EU estarei lá”
(Do filme
Conversações com Deus)
